HC 631641 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por se tratar de impetração substitutiva de revisão criminal inadmissível na via excepcional e restrita do mandamus (art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ); subsidiariamente, examinando o mérito, concluiu‑se que a nulidade por julgamento citra petita foi corretamente reconhecida em apelação do Ministério Público, não houve reformatio in pejus indevida, a prescrição quanto ao art. 297 do CP não se consumou diante dos marcos interruptivos, e o redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/06 mostrou‑se inaplicável por presença de maus antecedentes e elementos indicativos de dedicação à atividade criminosa.
- Parties
- Paciente: JEFERSON DOS REIS PINHEIRO; Apelante: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Revisão Criminal / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Falsificação De Documento Público, Receptação, Sentença Citra Petita, Ne Reformatio in Pejus, Prescrição Da Pretensão Punitiva, Tráfico Privilegiado, Dosimetria Da Pena
Case Brief
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Parties
JEFERSON DOS REIS PINHEIRO
Paciente
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
Apelante
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Revisão Criminal / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Possibilidade de reconhecimento, de ofício, de nulidade por julgamento citra petita em grau de apelação
- 2 Configuração de reformatio in pejus com a condenação superveniente
- 3 Ocorrência ou não da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de falsificação (art. 297 CP)
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por se tratar de impetração substitutiva de revisão criminal inadmissível na via excepcional e restrita do mandamus (art. 34, XX, do Regimento Interno do STJ); subsidiariamente, examinando o mérito, concluiu‑se que a nulidade por julgamento citra petita foi corretamente reconhecida em apelação do Ministério Público, não houve reformatio in pejus indevida, a prescrição quanto ao art. 297 do CP não se consumou diante dos marcos interruptivos, e o redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/06 mostrou‑se inaplicável por presença de maus antecedentes e elementos indicativos de dedicação à atividade criminosa.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Intimem-se.
Full Case Text
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