HC 649415 - DECISAO

HC 649415 - DECISAO

Verificado que a quantidade de droga apreendida com a paciente é ínfima, estando presentes primariedade e bons antecedentes, deve incidir a causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no seu grau máximo (2/3), não sendo cabível dupla valoração da mesma circunstância mediante a aplicação cumulativa de redutora e majorante para o mesmo aspecto; a detração do tempo cumprido em prisão cautelar é competência do juiz da execução, não devendo ser decidida neste habeas corpus; por ofício, concede-se a ordem para reduzir a pena definitiva e fixar regime inicial aberto, com determinação para o juízo da execução quanto à substituição da pena por medidas restritivas de direitos.

Parties
Paciente: LIDIA VERDELHO VELOSO; Corré: ANDREIA RIBEIRO DE JESUS; Apelante: Ministério Público
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
09 March 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Com fundamento no art. 34, inciso XX, do RISTJ, não conhecido o habeas corpus quanto ao pedido de detração; contudo, ordem concedida de ofício para reduzir a pena e determinar medidas ao juízo da execução.
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Dosimetria Da Pena, Regime Prisional Inicial, Detração (art. 42, Código Penal), Substituição Da Pena Por Medidas Restritivas De Direitos

Case Brief

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Parties

LIDIA VERDELHO VELOSO

Paciente

ANDREIA RIBEIRO DE JESUS

Corré

Ministério Público

Apelante

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 e fixação do seu quantum
  2. 2 Possibilidade de majorante por ingresso de droga em estabelecimento prisional (art. 40, III, Lei 11.343/2006) e risco de bis in idem
  3. 3 Competência para computar detração (art. 42 CP e art. 66, III, al. c, LEP)

Ratio Decidendi

Verificado que a quantidade de droga apreendida com a paciente é ínfima, estando presentes primariedade e bons antecedentes, deve incidir a causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no seu grau máximo (2/3), não sendo cabível dupla valoração da mesma circunstância mediante a aplicação cumulativa de redutora e majorante para o mesmo aspecto; a detração do tempo cumprido em prisão cautelar é competência do juiz da execução, não devendo ser decidida neste habeas corpus; por ofício, concede-se a ordem para reduzir a pena definitiva e fixar regime inicial aberto, com determinação para o juízo da execução quanto à substituição da pena por medidas restritivas de direitos.

Court Disposition

Com fundamento no art. 34, inciso XX, do RISTJ, não conhecido o habeas corpus quanto ao pedido de detração; contudo, ordem concedida de ofício para reduzir a pena e determinar medidas ao juízo da execução.

Orders

  • Reduzir a pena definitiva da paciente para 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão
  • Fixar regime prisional inicial aberto para cumprimento da pena