HC 481761 - DECISAO
Não se conhece de nulidade documental pela via estreita do habeas corpus por ausência de prejuízo demonstrado e impossibilidade de exame probatório nessa via; entretanto, há erro manifesto na dosimetria porquanto a condenação anterior pelo crime de porte para consumo (art. 28 da Lei n. 11.343/2006) não pode gerar reincidência nos termos da jurisprudência do STJ, de modo que deve ser afastada a agravante de reincidência, aplicada a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 em grau máximo, recalculando-se a pena para 1 ano e 8 meses de reclusão, regime inicial aberto, e determinando-se a substituição da pena privativa por duas restritivas de direitos conforme art. 44 do CP.
- Parties
- Paciente: VINICIUS ALEXANDER SIMAS; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina; Interessado/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 March 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito Em Sede De Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- ordem concedida parcialmente
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Porte Para Consumo (art. 28 Lei 11.343/2006), Dosimetria Da Pena, Reincidência, Substituição De Pena Por Restritivas De Direitos, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Nulidade De Prova, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
VINICIUS ALEXANDER SIMAS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Interessado/manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito Em Sede De Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 nulidade do depoimento em vídeo e possibilidade de análise pela via estreita do habeas corpus
- 2 caracterização de reincidência por condenação anterior ao amparo do art. 28 da Lei 11.343/2006
- 3 incidência da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006
Ratio Decidendi
Não se conhece de nulidade documental pela via estreita do habeas corpus por ausência de prejuízo demonstrado e impossibilidade de exame probatório nessa via; entretanto, há erro manifesto na dosimetria porquanto a condenação anterior pelo crime de porte para consumo (art. 28 da Lei n. 11.343/2006) não pode gerar reincidência nos termos da jurisprudência do STJ, de modo que deve ser afastada a agravante de reincidência, aplicada a minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006 em grau máximo, recalculando-se a pena para 1 ano e 8 meses de reclusão, regime inicial aberto, e determinando-se a substituição da pena privativa por duas restritivas de direitos conforme art. 44 do CP.
Court Disposition
ordem concedida parcialmente
Orders
- reduzida a pena para 1 ano e 8 meses de reclusão
- fixado o regime inicial aberto para cumprimento da pena
Full Case Text
Judgment text and source record
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