HC 665774 - DECISAO
Reconheceu-se que a pena-base poderia ser exasperada pela quantidade de droga apreendida (art.42 Lei 11.343/2006), mas a agravante da calamidade pública foi afastada por ausência de prova de que o paciente se valeu da pandemia para praticar o crime; constatada primariedade e bons antecedentes e inexistindo prova apta a demonstrar dedicação do paciente ao tráfico, aplicou-se o redutor do art.33, §4º, no grau máximo, procedendo-se à nova dosimetria que resultou na pena definitiva de 2 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão e 222 dias-multa, com regime inicial semiaberto; portanto, houve concessão da ordem de ofício para adequar dosimetria e regime.
- Parties
- Paciente: DIEGO HENRIQUE DE FARIA; Órgão Julgador a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 May 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Concessão Da Ordem De Ofício
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas concedo a ordem de ofício.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Agravante Calamidade Pública (art. 61, II, J, Cp), Redutor Art. 33, §4º, Lei 11.343/2006 (traficância Privilegiada), Regime Prisional Inicial, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos
Case Brief
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Parties
DIEGO HENRIQUE DE FARIA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Concessão Da Ordem De Ofício
Legal Issues
- 1 existência de constrangimento ilegal na dosimetria da pena
- 2 uso da quantidade/natureza da droga para exasperar a pena-base
- 3 incidência da agravante de calamidade pública (art.61, II, j, CP) e necessidade de nexo causal
Ratio Decidendi
Reconheceu-se que a pena-base poderia ser exasperada pela quantidade de droga apreendida (art.42 Lei 11.343/2006), mas a agravante da calamidade pública foi afastada por ausência de prova de que o paciente se valeu da pandemia para praticar o crime; constatada primariedade e bons antecedentes e inexistindo prova apta a demonstrar dedicação do paciente ao tráfico, aplicou-se o redutor do art.33, §4º, no grau máximo, procedendo-se à nova dosimetria que resultou na pena definitiva de 2 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão e 222 dias-multa, com regime inicial semiaberto; portanto, houve concessão da ordem de ofício para adequar dosimetria e regime.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas concedo a ordem de ofício.
Orders
- Concedo a ordem para aplicar ao paciente a pena de 2 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime prisional inicial semiaberto, e 222 dias-multa.
- Afastada a agravante prevista no art. 61, II, al. j, do Código Penal (calamidade pública).
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