HC 661551 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu o habeas corpus como substitutivo de recurso, mas, de ofício, verificou inexistir constrangimento ilegal na exasperação da pena-base em razão da grande quantidade de droga; concluiu, porém, que não houve comprovação de efetiva comercialização no interior do transporte público, excluiu a majorante do art. 40, III, redimensionou as majorantes remanescentes e refez a dosimetria, fixando a pena definitiva em 8 anos e 9 meses de reclusão e 875 dias-multa, mantendo os demais termos da condenação e o regime inicial fechado por superar 8 anos; questões sobre detração e prisão preventiva não foram apreciadas por supressão de instância.
- Parties
- Paciente: ANA CLAUDIA DO NASCIMENTO LARA DA SILVA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 June 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício Para Redimensionar Pena)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; contudo, ordem concedida de ofício para redimensionar a pena definitiva
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Habeas Corpus Substitutivo, Art. 33 § 4º Da Lei 11.343/2006, Art. 40, Incisos III E V Da Lei 11.343/2006, Art. 42 Da Lei 11.343/2006, Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Bis in Idem, Prisão Preventiva, Detração
Case Brief
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Parties
ANA CLAUDIA DO NASCIMENTO LARA DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Recorrido
Ministério Público Federal
Fiscal Da Lei
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício Para Redimensionar Pena)
Legal Issues
- 1 legalidade da exasperação da pena-base por quantidade de droga
- 2 aplicabilidade do redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006
- 3 possível bis in idem na dosimetria
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu o habeas corpus como substitutivo de recurso, mas, de ofício, verificou inexistir constrangimento ilegal na exasperação da pena-base em razão da grande quantidade de droga; concluiu, porém, que não houve comprovação de efetiva comercialização no interior do transporte público, excluiu a majorante do art. 40, III, redimensionou as majorantes remanescentes e refez a dosimetria, fixando a pena definitiva em 8 anos e 9 meses de reclusão e 875 dias-multa, mantendo os demais termos da condenação e o regime inicial fechado por superar 8 anos; questões sobre detração e prisão preventiva não foram apreciadas por supressão de instância.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; contudo, ordem concedida de ofício para redimensionar a pena definitiva
Orders
- Redimensionar a pena da paciente para 8 anos e 9 meses de reclusão e 875 dias-multa
- Excluir a majorante do art. 40, inciso III, da Lei n. 11.343/2006 (por ausência de demonstração de efetiva comercialização no interior do transporte público) e manter as demais conclusões da dosimetria conforme fundamentação
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