RHC 149569 - DECISAO

RHC 149569 - DECISAO

A manutenção da prisão preventiva não foi suficientemente fundamentada com elementos concretos de periculum libertatis, tendo-se apoiado em considerações genéricas sobre a gravidade abstrata do tráfico; diante da primariedade do paciente, da reduzida quantidade apreendida descrita nos autos (12 porções de maconha e 8 de crack) e da ausência de indicação de periculosidade concreta, a custódia cautelar mostrou-se desnecessária, devendo a prisão preventiva ser revogada e substituída por medidas cautelares a critério do magistrado de primeiro grau, estendendo-se o benefício à corré.

Parties
Recorrente / Impetrante / Paciente: MATEUS DE OLIVEIRA PINHEIRO; Corré / Coacusada: MARIA ANTONIA ALVES DOS SANTOS; Órgão Julgador Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (HC n. 0805850-17.2021.8.10.0000)
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
28 June 2021
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento / Decisão
Outcome
recurso conhecido e provido
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Prisão Preventiva, Habeas Corpus, Medidas Cautelares, Flagrante, Fundamentação Judicial

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Parties

MATEUS DE OLIVEIRA PINHEIRO

Recorrente / Impetrante / Paciente

MARIA ANTONIA ALVES DOS SANTOS

Corré / Coacusada

Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (HC n. 0805850-17.2021.8.10.0000)

Órgão Julgador Recorrido

Procedural Posture

Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento / Decisão

  1. 1 Presença dos requisitos do art. 312 do CPP (prova da materialidade, indício de autoria e periculum libertatis)
  2. 2 Validade da fundamentação da prisão preventiva baseada em gravidade abstrata do delito
  3. 3 Possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares (art. 319 CPP)

Ratio Decidendi

A manutenção da prisão preventiva não foi suficientemente fundamentada com elementos concretos de periculum libertatis, tendo-se apoiado em considerações genéricas sobre a gravidade abstrata do tráfico; diante da primariedade do paciente, da reduzida quantidade apreendida descrita nos autos (12 porções de maconha e 8 de crack) e da ausência de indicação de periculosidade concreta, a custódia cautelar mostrou-se desnecessária, devendo a prisão preventiva ser revogada e substituída por medidas cautelares a critério do magistrado de primeiro grau, estendendo-se o benefício à corré.

Court Disposition

recurso conhecido e provido

Orders

  • Revogar a prisão preventiva de MATEUS DE OLIVEIRA PINHEIRO, com imposição de medidas cautelares a critério do magistrado local
  • Estender os benefícios da ordem, de ofício, à corré MARIA ANTONIA ALVES DOS SANTOS