HC 677554 - DECISAO
Apesar de não conhecer do habeas corpus por ser substitutivo de recurso próprio, o Tribunal, de ofício, verificou flagrante ilegalidade na conversão da prisão em preventiva porque a decisão de primeiro grau fundamentou-se em razão abstrata (gravidade do delito) e na quantidade de entorpecentes sem apresentar dados concretos que demonstrassem o periculum libertatis; consideradas a primariedade e as quantidades apreendidas, a custódia preventiva mostrou-se desnecessária, sendo adequada a revogação da prisão preventiva e sua substituição por monitoramento eletrônico e demais medidas cautelares do art. 319 do CPP, a critério do juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: ANDERSON VINICIUS DA SILVA; Paciente: GUSTAVO PACHECO SEVERINO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; todavia, concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva imposta aos pacientes e determinar o uso de monitoramento eletrônico e a aplicação de outras medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a critério do Juízo de primeiro grau.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
ANDERSON VINICIUS DA SILVA
Paciente
GUSTAVO PACHECO SEVERINO
Paciente
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva)
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 preenchimento dos requisitos do art. 312 do CPP (periculum libertatis, garantia da ordem pública, conveniência da instrução, aplicação da lei penal)
- 3 suficiência da quantidade de droga e primariedade para justificar prisão preventiva
Ratio Decidendi
Apesar de não conhecer do habeas corpus por ser substitutivo de recurso próprio, o Tribunal, de ofício, verificou flagrante ilegalidade na conversão da prisão em preventiva porque a decisão de primeiro grau fundamentou-se em razão abstrata (gravidade do delito) e na quantidade de entorpecentes sem apresentar dados concretos que demonstrassem o periculum libertatis; consideradas a primariedade e as quantidades apreendidas, a custódia preventiva mostrou-se desnecessária, sendo adequada a revogação da prisão preventiva e sua substituição por monitoramento eletrônico e demais medidas cautelares do art. 319 do CPP, a critério do juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; todavia, concedo a ordem, de ofício, para revogar a prisão preventiva imposta aos pacientes e determinar o uso de monitoramento eletrônico e a aplicação de outras medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a critério do Juízo de primeiro grau.
Orders
- Revogar a prisão preventiva de ANDERSON VINICIUS DA SILVA e GUSTAVO PACHECO SEVERINO
- Determinar o monitoramento eletrônico dos pacientes
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