EAREsp 2479543 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, diante do conjunto probatório valorizado pelo Tribunal de origem (conteúdo do celular e movimentação bancária) que demonstra animus associativo de caráter estável e duradouro, negou-se provimento à pretensão de absolvição por associação por ser inviável o reexame do fato-prova (Súmula 7/STJ); manteve-se a regularidade da dosimetria; contudo, por se tratar de ré primária com pena superior a 4 e inferior a 8 anos e circunstâncias judiciais favoráveis, modulou-se a execução para regime inicial semiaberto, e determinou-se que a aferição da justiça gratuita quanto à exigibilidade de custas será no juízo da execução.
- Parties
- Agravante/recorrente: KETHELYN DA SILVA MARTINEZ; Tribunal Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Interveniente: Ministério Público Federal; Corréu: Rafael
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Exame Do Recurso Especial, Com Provimento Parcial Para Fixação Do Regime Inicial
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Dosimetria Da Pena, Regime Prisional, Justiça Gratuita, Dissídio Jurisprudencial
Case Brief
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Parties
KETHELYN DA SILVA MARTINEZ
Agravante/recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Tribunal Recorrido
Ministério Público Federal
Interveniente
Rafael
Corréu
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Exame Do Recurso Especial, Com Provimento Parcial Para Fixação Do Regime Inicial
Legal Issues
- 1 Violação alegada dos arts. 33, §4º e 35 da Lei 13.343/2006 (mencionado na peça recursal)
- 2 Configuração do crime de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006) — insuficiência de provas quanto à estabilidade e permanência
- 3 Aplicação do redutor previsto no art. 33, §4º da Lei Antidrogas
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, diante do conjunto probatório valorizado pelo Tribunal de origem (conteúdo do celular e movimentação bancária) que demonstra animus associativo de caráter estável e duradouro, negou-se provimento à pretensão de absolvição por associação por ser inviável o reexame do fato-prova (Súmula 7/STJ); manteve-se a regularidade da dosimetria; contudo, por se tratar de ré primária com pena superior a 4 e inferior a 8 anos e circunstâncias judiciais favoráveis, modulou-se a execução para regime inicial semiaberto, e determinou-se que a aferição da justiça gratuita quanto à exigibilidade de custas será no juízo da execução.
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