AREsp 2331192 - ACORDAO
Mantém-se que a mera apreensão de grande quantidade de entorpecente (847 kg de maconha) e o transporte interestadual, sem outros elementos concretos que revelem dedicação habitual a atividades criminosas ou integração estável a organização criminosa, não impedem a aplicação da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006; o agravado atuou como 'mula' de forma eventual, admitiu ter recebido R$10.000, e não há prova inequívoca de habitualidade, razão pela qual o agravo regimental é desprovido e deve prevalecer a aplicação do tráfico privilegiado na fração mínima de 1/6, com manutenção do regime inicial fechado.
- Parties
- Agravante: Ministério Público do Estado de Goiás; Agravado: ALCENOR CHARLES DA SILVA PESSOA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão (julgamento Pela Sexta Turma)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido (Sexta Turma)
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Dosimetria, Mula Do Tráfico, Majorante Por Interestadualidade
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Ministério Público do Estado de Goiás
Agravante
ALCENOR CHARLES DA SILVA PESSOA
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão (julgamento Pela Sexta Turma)
Legal Issues
- 1 Incidência da minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006
- 2 Se a quantidade de droga apreendida, isoladamente, é suficiente para afastar a minorante
- 3 Caracterização da condição de "mula" e sua compatibilidade com a minorante
Ratio Decidendi
Mantém-se que a mera apreensão de grande quantidade de entorpecente (847 kg de maconha) e o transporte interestadual, sem outros elementos concretos que revelem dedicação habitual a atividades criminosas ou integração estável a organização criminosa, não impedem a aplicação da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006; o agravado atuou como 'mula' de forma eventual, admitiu ter recebido R$10.000, e não há prova inequívoca de habitualidade, razão pela qual o agravo regimental é desprovido e deve prevalecer a aplicação do tráfico privilegiado na fração mínima de 1/6, com manutenção do regime inicial fechado.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido (Sexta Turma)
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Aplicar a causa de diminuição do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração mínima de 1/6
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment