HC 816481 - DECISAO
Não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal em face do trânsito em julgado; porém, de ofício, reconheceu-se flagrante ilegalidade na negativa da minorante do art.33, §4º, porque a apreensão da quantidade de droga, o recebimento de quantia e mensagens do celular, isoladamente, não demonstraram, por elementos concretos dos autos, dedicação a atividades criminosas ou integração a organização criminosa, sendo aplicada a redução de pena na fração mínima (1/6), refazendo-se a dosimetria e fixando-se o regime inicial semiaberto.
- Parties
- Paciente: CALIANA DE SOUZA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Manifestante/parte Contrária: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão/agravo Regimental E Exame De Ofício No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus e concedo a ordem de ofício para aplicar a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 e redimensionar a pena.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Dosimetria, Regime Prisional, Habeas Corpus, Revisão Criminal
Case Brief
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Parties
CALIANA DE SOUZA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante/parte Contrária
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão/agravo Regimental E Exame De Ofício No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 admissibilidade de writ substitutivo de revisão criminal contra acórdão transitado em julgado
- 2 se a quantidade de droga, o recebimento de quantia e mensagens de celular são suficientes para afastar a minorante do art.33, §4º da Lei 11.343/2006
- 3 aplicabilidade da figura da "mula" como elemento para reconhecimento do tráfico privilegiado
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal em face do trânsito em julgado; porém, de ofício, reconheceu-se flagrante ilegalidade na negativa da minorante do art.33, §4º, porque a apreensão da quantidade de droga, o recebimento de quantia e mensagens do celular, isoladamente, não demonstraram, por elementos concretos dos autos, dedicação a atividades criminosas ou integração a organização criminosa, sendo aplicada a redução de pena na fração mínima (1/6), refazendo-se a dosimetria e fixando-se o regime inicial semiaberto.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus e concedo a ordem de ofício para aplicar a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 e redimensionar a pena.
Orders
- Aplicar a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 na fração mínima de 1/6.
- Redimensionar a pena da paciente para 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão e 486 dias-multa.
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