HC 915150 - DECISAO
A Corte entendeu que a mera menção a elementos inerentes ao crime de tráfico e a existência de ações penais em curso não constituem prova irrefutável de dedicação a atividades criminosas, devendo ser reconhecida a minorante do §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo (2/3). Em consequência, e de ofício, fixou-se a pena em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, e 167 dias-multa, com substituição por penas restritivas de direito a serem definidas pelo Juízo da Execução Penal.
- Parties
- Paciente: DOUGLAS EDUARDO CARDOSO DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão Com Concessão Parcial Da Ordem De Ofício
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício para reconhecer a minorante do §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e fixar a pena em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, mais o pagamento de 167 dias-multa, substituindo-a por duas penas restritivas de direito.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Habeas Corpus Substitutivo, Minorante Do Art. 33, § 4º Da Lei N. 11.343/2006, Dosimetria Da Pena, Substituição Por Penas Restritivas De Direito
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
DOUGLAS EDUARDO CARDOSO DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão Com Concessão Parcial Da Ordem De Ofício
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 reconhecimento da minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006
- 3 valoração da quantidade de drogas e de elementos probatórios para afastamento da minorante
Ratio Decidendi
A Corte entendeu que a mera menção a elementos inerentes ao crime de tráfico e a existência de ações penais em curso não constituem prova irrefutável de dedicação a atividades criminosas, devendo ser reconhecida a minorante do §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo (2/3). Em consequência, e de ofício, fixou-se a pena em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, e 167 dias-multa, com substituição por penas restritivas de direito a serem definidas pelo Juízo da Execução Penal.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício para reconhecer a minorante do §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e fixar a pena em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, mais o pagamento de 167 dias-multa, substituindo-a por duas penas restritivas de direito.
Orders
- Reconhecer a minorante do §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e fixar a pena em 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime aberto, e 167 dias-multa.
- Substituir a pena por duas penas restritivas de direito a serem definidas pelo Juízo da Execução Penal.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment