AREsp 2513111 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e deu-se provimento ao recurso especial porque, conforme entendimento consolidado (REsp 1.887.511/SP), a mera natureza e quantidade da droga não justificam, isoladamente, o afastamento do tráfico privilegiado; tais elementos devem ser conjugados com outras circunstâncias que evidenciem dedicação habitual. No caso, os autos indicaram atuação pontual como "mula" sem prova de dedicação habitual, justificando a aplicação do art. 33, §4º, no patamar de 1/6, reduzindo-se a pena para 5 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão e ao pagamento de 580 dias-multa.
- Parties
- Agravante/recorrente: FRANCISCO DAS CHAGAS ALVES OSÓRIO; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Inadmissão De Recurso Especial / Julgamento Do Agravo No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial para aplicar o benefício do tráfico privilegiado no patamar de 1/6
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Dosimetria De Pena, Bis in Idem, Art. 42 Da Lei 11.343/2006, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
FRANCISCO DAS CHAGAS ALVES OSÓRIO
Agravante/recorrente
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Contra Inadmissão De Recurso Especial / Julgamento Do Agravo No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Possibilidade de aplicação do tráfico privilegiado do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006
- 2 Se a natureza e a quantidade da droga, isoladamente, podem excluir o tráfico privilegiado ou configurar dedicação a atividades criminosas
- 3 Uso de elementos da primeira fase (art. 42) para modular ou afastar a minorante e risco de bis in idem
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e deu-se provimento ao recurso especial porque, conforme entendimento consolidado (REsp 1.887.511/SP), a mera natureza e quantidade da droga não justificam, isoladamente, o afastamento do tráfico privilegiado; tais elementos devem ser conjugados com outras circunstâncias que evidenciem dedicação habitual. No caso, os autos indicaram atuação pontual como "mula" sem prova de dedicação habitual, justificando a aplicação do art. 33, §4º, no patamar de 1/6, reduzindo-se a pena para 5 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão e ao pagamento de 580 dias-multa.
Court Disposition
Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial para aplicar o benefício do tráfico privilegiado no patamar de 1/6
Orders
- Aplicar o benefício do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006, na fração de 1/6
- Redimensionar a pena para 5 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão
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