HC 917770 - DECISAO
O habeas corpus não é conhecido por ser substitutivo de recurso próprio e não haver flagrante ilegalidade no acórdão recorrido; a dosimetria da pena foi fundamentada na quantidade e natureza das drogas apreendidas e em jurisprudência vigente à época da decisão; a não-aplicação do privilégio do art. 33, §4º decorreu da existência de processos em curso contra o réu conforme fundamentação, e alteração jurisprudencial posterior ao trânsito em julgado não autoriza revisão criminal nem aplicação retroativa do novo entendimento; mantêm-se, portanto, a condenação e o regime inicial fechado.
- Parties
- Paciente: ICARO DA SILVA PEREIRA; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento (não Conheço Do Habeas Corpus)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º Da Lei Nº 11.343/2006), Revisão Criminal, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio, Coisa Julgada, Retroatividade Jurisprudencial, Regime Inicial De Cumprimento De Pena
Case Brief
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Parties
ICARO DA SILVA PEREIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe
Órgão Julgador De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento (não Conheço Do Habeas Corpus)
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 fixação da pena-base por conta da quantidade e natureza de drogas apreendidas
- 3 aplicabilidade do privilégio do art. 33, §4º da Lei nº 11.343/2006 diante de inquéritos/ações em curso
Ratio Decidendi
O habeas corpus não é conhecido por ser substitutivo de recurso próprio e não haver flagrante ilegalidade no acórdão recorrido; a dosimetria da pena foi fundamentada na quantidade e natureza das drogas apreendidas e em jurisprudência vigente à época da decisão; a não-aplicação do privilégio do art. 33, §4º decorreu da existência de processos em curso contra o réu conforme fundamentação, e alteração jurisprudencial posterior ao trânsito em julgado não autoriza revisão criminal nem aplicação retroativa do novo entendimento; mantêm-se, portanto, a condenação e o regime inicial fechado.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- mantida a condenação do paciente em 9 (nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão
- mantido o regime inicial fechado como adequado; inviável a substituição por penas restritivas de direitos
Full Case Text
Judgment text and source record
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