HC 921176 - DECISAO
Apesar de reconhecida a materialidade e autoria em nível de instância ordinária, não havia elemento robusto e indubitável de que a droga apreendida (14 comprimidos de ecstasy) destinava-se inequivocamente ao tráfico; em face da distribuição dinâmica do ônus da prova, do princípio in dubio pro reo e da ausência de prova suficiente de mercancia, a Corte desclassificou de ofício o crime de tráfico (art.33) para porte para consumo pessoal (art.28) e determinou que o juízo de origem aplique a sanção cabível nos termos legais, com imediata liberdade do paciente se não estiver preso por outro motivo.
- Parties
- Paciente: BENYTI HENRIQUE PEREIRA DOS SANTOS; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (APELAÇÃO CRIMINAL 1501284-69.2019.8.26.0400)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão De Ordem De Ofício
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para desclassificar a conduta imputada ao paciente de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006) para porte de droga para consumo pessoal (art. 28, caput, da Lei 11.343/2006); determinação para que o juízo de origem aplique a sanção cabível nos termos dos arts. 27 e seguintes da Lei de...
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Porte Para Consumo Pessoal, Dosimetria, Regime Prisional, Substituição De Pena, Habeas Corpus, In Dubio Pro Reo, Súmula 59/stf
Case Brief
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Parties
BENYTI HENRIQUE PEREIRA DOS SANTOS
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (APELAÇÃO CRIMINAL 1501284-69.2019.8.26.0400)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão De Ordem De Ofício
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus em substituição a recurso próprio
- 2 correta tipificação entre art. 33 (tráfico) e art. 28 (porte para consumo) da Lei 11.343/2006
- 3 fundamentação do regime inicial e da dosimetria
Ratio Decidendi
Apesar de reconhecida a materialidade e autoria em nível de instância ordinária, não havia elemento robusto e indubitável de que a droga apreendida (14 comprimidos de ecstasy) destinava-se inequivocamente ao tráfico; em face da distribuição dinâmica do ônus da prova, do princípio in dubio pro reo e da ausência de prova suficiente de mercancia, a Corte desclassificou de ofício o crime de tráfico (art.33) para porte para consumo pessoal (art.28) e determinou que o juízo de origem aplique a sanção cabível nos termos legais, com imediata liberdade do paciente se não estiver preso por outro motivo.
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para desclassificar a conduta imputada ao paciente de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006) para porte de droga para consumo pessoal (art. 28, caput, da Lei 11.343/2006); determinação para que o juízo de origem aplique a sanção cabível nos termos dos arts. 27 e seguintes da Lei de...
Orders
- Desclassificar a conduta de art. 33 para art. 28 da Lei 11.343/2006
- Determinar que o Juízo de origem defina a sanção a ser imposta nos termos dos arts. 27 e seguintes da Lei de Drogas
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