HC 746123 - DECISAO
A ordem foi denegada porque o Tribunal entendeu que o conjunto probatório (interceptações telefônicas, apreensões de drogas e apetrechos com corréus, apreensão de armas e munições, perícias e depoimentos) justificou as condenações e a distinção entre organização criminosa e associação para o tráfico, que não configura non bis in idem; que a materialidade do tráfico restou demonstrada em razão da apreensão com corréus e do liame subjetivo entre os agentes; e que a majoração da pena na terceira fase por organização criminosa armada foi fundamentada, cabendo à via do habeas corpus somente a revisão em presença de flagrante ilegalidade, o que não ocorreu.
- Parties
- Paciente: LEONARDO PINHEIRO SOUZA PINTO; Recorrente/parte: Ministério Público; Órgão Julgador a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça (relator)
- Outcome
- ordem denegada
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Organização Criminosa, Associação Para O Tráfico, Materialidade Da Prova, Dosimetria Da Pena, Non Bis in Idem, Interceptação Telefônica, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
LEONARDO PINHEIRO SOUZA PINTO
Paciente
Ministério Público
Recorrente/parte
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória Pelo Superior Tribunal De Justiça (relator)
Legal Issues
- 1 possível bis in idem pela dupla imputação (organização criminosa e associação para o tráfico)
- 2 materialidade do crime de tráfico de drogas na ausência de apreensão em poder do paciente
- 3 adequação da majoração da pena na terceira fase por organização criminosa armada (art.2º, §2º, Lei 12.850/2013)
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque o Tribunal entendeu que o conjunto probatório (interceptações telefônicas, apreensões de drogas e apetrechos com corréus, apreensão de armas e munições, perícias e depoimentos) justificou as condenações e a distinção entre organização criminosa e associação para o tráfico, que não configura non bis in idem; que a materialidade do tráfico restou demonstrada em razão da apreensão com corréus e do liame subjetivo entre os agentes; e que a majoração da pena na terceira fase por organização criminosa armada foi fundamentada, cabendo à via do habeas corpus somente a revisão em presença de flagrante ilegalidade, o que não ocorreu.
Court Disposition
ordem denegada
Orders
- Denego a ordem de habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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