HC 967359 - DECISAO
Embora tenha sido admitida nos autos majoração da pena-base em razão da quantidade e variedade de entorpecentes apreendidos (conforme art. 42 da Lei n. 11.343/2006), não há elementos probatórios aptos a demonstrar dedicação habitual do paciente à atividade criminosa além de meras presunções derivadas de inquéritos/processos em curso; em face do entendimento do STF de que exames preliminares não podem ser considerados contra o réu para fins de antecedentes (princípio da não culpabilidade), aplica-se o redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no grau máximo, reduzindo-se a pena definitiva, sem afastar a validade da fundamentação da pena-base; por isso, não se conhece do habeas...
- Parties
- Paciente: GUILHERME BORGES RUDOLFO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para aplicar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no grau máximo e redimensionar a pena.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado, Dosimetria Da Pena, Regime Inicial De Cumprimento, Habeas Corpus, Princípio Da Não Culpabilidade
Case Brief
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Parties
GUILHERME BORGES RUDOLFO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão
Legal Issues
- 1 Aplicação do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
- 2 Validade da majoração da pena-base com fundamento no art. 42 da Lei n. 11.343/2006
- 3 Utilização de inquéritos ou processos em curso para caracterizar antecedentes ou dedicação a atividade criminosa
Ratio Decidendi
Embora tenha sido admitida nos autos majoração da pena-base em razão da quantidade e variedade de entorpecentes apreendidos (conforme art. 42 da Lei n. 11.343/2006), não há elementos probatórios aptos a demonstrar dedicação habitual do paciente à atividade criminosa além de meras presunções derivadas de inquéritos/processos em curso; em face do entendimento do STF de que exames preliminares não podem ser considerados contra o réu para fins de antecedentes (princípio da não culpabilidade), aplica-se o redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no grau máximo, reduzindo-se a pena definitiva, sem afastar a validade da fundamentação da pena-base; por isso, não se conhece do habeas...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para aplicar o redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no grau máximo e redimensionar a pena.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- Conceder a ordem, de ofício, para aplicar a causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no grau máximo
Full Case Text
Judgment text and source record
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