AREsp 2954237 - DECISAO
Conheceu-se do recurso especial e deu-se provimento para desclassificar a conduta de tráfico (art. 33) para porte para consumo pessoal (art. 28 da Lei 11.343/2006), por entender que a quantidade pouco expressiva de entorpecente apreendida (caso concreto: cerca de 8g/8,9g), a ausência de provas incontroversas de intuito de difusão ilícita e as circunstâncias fáticas tornam cabível, no caso, a aplicação do princípio in dubio pro reo, sem necessidade de revolvimento probatório proibido pela Súmula 7 do STJ, e determinou-se que a sanção seja fixada pelo Juízo das Execuções Penais e a expedição imediata de alvará de soltura se for o caso.
- Parties
- Recorrente: VINICIUS VOGELBACHER MUNIZ; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina; Interveniente/recorrido: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Mérito
- Outcome
- recurso conhecido e provido
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Posse Para Consumo, Desclassificação De Crime, Prova, In Dubio Pro Reo, Súmula 7/stj, Prescrição
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
VINICIUS VOGELBACHER MUNIZ
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Órgão Julgador De Origem
Ministério Público Federal
Interveniente/recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Mérito
Legal Issues
- 1 se deve desclassificar a conduta do agente do art. 33, caput, da Lei 11.343/2006 para o art. 28, caput, da mesma lei
- 2 se há prova suficiente da prática de tráfico de drogas diante da quantidade apreendida e das circunstâncias
- 3 se é necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório (Súmula 7 do STJ) para decidir sobre desclassificação
Ratio Decidendi
Conheceu-se do recurso especial e deu-se provimento para desclassificar a conduta de tráfico (art. 33) para porte para consumo pessoal (art. 28 da Lei 11.343/2006), por entender que a quantidade pouco expressiva de entorpecente apreendida (caso concreto: cerca de 8g/8,9g), a ausência de provas incontroversas de intuito de difusão ilícita e as circunstâncias fáticas tornam cabível, no caso, a aplicação do princípio in dubio pro reo, sem necessidade de revolvimento probatório proibido pela Súmula 7 do STJ, e determinou-se que a sanção seja fixada pelo Juízo das Execuções Penais e a expedição imediata de alvará de soltura se for o caso.
Court Disposition
recurso conhecido e provido
Orders
- desclassificar a conduta para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006
- determinar que a respectiva sanção fique a cargo do Juízo das Execuções Penais
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment