HC 1032768 - DECISAO
Concedeu-se a ordem de habeas corpus para desclassificar a conduta de tráfico (art. 33, caput, Lei n. 11.343/2006) para o crime de uso (art. 28, caput, Lei n. 11.343/2006), porque, apesar de comprovada a posse de 10,3 g de cocaína e o contexto fático (local reconhecido como ponto de tráfico e embalagem fracionada), não houve elementos concretos suficientes que evidenciassem finalidade de comércio (ausência de balança, anotações, investigação prévia ou flagrante de venda), de modo que a condenação por tráfico exigiria prova além da mera possibilidade; a reclassificação decorre de revaloração jurídica de fatos incontroversos e não demanda revolvimento probatório vedado pela Súmula n. 7 do STJ.
- Parties
- Paciente: ALEXANDRE ALMEIDA OLIVEIRA; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (concessão Da Ordem)
- Outcome
- Concedo a ordem de habeas corpus, para desclassificar a conduta imputada ao réu de tráfico de drogas para o delito descrito no art. 28, caput, da Lei n. 11.343/2006.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Usuário Vs Traficante, Desclassificação, Prova, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
ALEXANDRE ALMEIDA OLIVEIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe
Órgão Julgador De Origem
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (concessão Da Ordem)
Legal Issues
- 1 insuficiência de provas para condenação por tráfico de drogas
- 2 desclassificação para crime de uso (art. 28, caput, Lei n. 11.343/2006)
- 3 vedação ao revolvimento de prova em sede de habeas corpus (Súmula n. 7/STJ)
Ratio Decidendi
Concedeu-se a ordem de habeas corpus para desclassificar a conduta de tráfico (art. 33, caput, Lei n. 11.343/2006) para o crime de uso (art. 28, caput, Lei n. 11.343/2006), porque, apesar de comprovada a posse de 10,3 g de cocaína e o contexto fático (local reconhecido como ponto de tráfico e embalagem fracionada), não houve elementos concretos suficientes que evidenciassem finalidade de comércio (ausência de balança, anotações, investigação prévia ou flagrante de venda), de modo que a condenação por tráfico exigiria prova além da mera possibilidade; a reclassificação decorre de revaloração jurídica de fatos incontroversos e não demanda revolvimento probatório vedado pela Súmula n. 7 do STJ.
Court Disposition
Concedo a ordem de habeas corpus, para desclassificar a conduta imputada ao réu de tráfico de drogas para o delito descrito no art. 28, caput, da Lei n. 11.343/2006.
Orders
- Determinar que o Juízo da execução penal competente promova a adequação na respectiva dosimetria.
- Comunique-se, com urgência, o inteiro teor desta decisão às instâncias ordinárias para as providências cabíveis.
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Judgment text and source record
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