RHC 228481 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso em habeas corpus porque as instâncias ordinárias demonstraram, com base em elementos dos autos, a gravidade concreta da conduta (ingresso em unidade prisional com 13 pedras de crack), a multirreincidência do paciente e o risco de reiteração delitiva, preenchendo os requisitos do art. 312 do CPP; ademais, não foi demonstrada inércia do Judiciário, sendo justificável a dilatação de prazos em decorrência da pandemia, razão pela qual não há flagrante ilegalidade que justifique a revogação da prisão preventiva, ficando a ordem denegada, com recomendação de designação de audiência de instrução e julgamento em 45 dias.
- Parties
- Paciente: FLAVIO ROBERTO BATISTA DOS SANTOS; Órgão Julgador (acórdão Recorrido): TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 December 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Ordinário Em Habeas Corpus Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão De Mérito)
- Outcome
- nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
FLAVIO ROBERTO BATISTA DOS SANTOS
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Órgão Julgador (acórdão Recorrido)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Ordinário Em Habeas Corpus Julgado Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 fundamentação do decreto de prisão preventiva (art. 93, IX, CF; art. 315 do CPP)
- 2 excesso de prazo na manutenção da prisão preventiva
- 3 adequação de medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 do CPP)
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso em habeas corpus porque as instâncias ordinárias demonstraram, com base em elementos dos autos, a gravidade concreta da conduta (ingresso em unidade prisional com 13 pedras de crack), a multirreincidência do paciente e o risco de reiteração delitiva, preenchendo os requisitos do art. 312 do CPP; ademais, não foi demonstrada inércia do Judiciário, sendo justificável a dilatação de prazos em decorrência da pandemia, razão pela qual não há flagrante ilegalidade que justifique a revogação da prisão preventiva, ficando a ordem denegada, com recomendação de designação de audiência de instrução e julgamento em 45 dias.
Court Disposition
nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus.
- Recomenda ao Juízo da Vara Única da Comarca de Itamaracá que designe audiência de instrução e julgamento no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias.
Full Case Text
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