HC 1072521 - DECISAO
In casu não houve apreensão de substância entorpecente nem laudo toxicológico, de modo que, nos termos da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, não se comprovou a materialidade do crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, impondo-se a absolvição do paciente; por isso, ainda que não se conheça do habeas corpus como substitutivo recursal, a ordem foi concedida de ofício para reconhecer a ausência de materialidade e absolver o paciente.
- Parties
- Paciente: PAULO SEZENANDI; Corré: DANIELA RODRIGUES PEDRA; Vítima: Rosângela da Rocha Ferreira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 March 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Em Sede De HC (concessão De Ordem De Ofício Para Apreciar Matéria De Materialidade)
- Outcome
- Não conhece-se do habeas corpus como substitutivo de recurso; contudo, concede-se a ordem de ofício para reconhecer a ausência de materialidade delitiva e absolver o paciente quanto ao crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Materialidade Delitiva, Laudo Toxicológico, Apreensão De Drogas, Habeas Corpus, Extensão Dos Efeitos Da Decisão a Corréus (art. 580 Cpp)
Case Brief
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Parties
PAULO SEZENANDI
Paciente
DANIELA RODRIGUES PEDRA
Corré
Rosângela da Rocha Ferreira
Vítima
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Em Sede De HC (concessão De Ordem De Ofício Para Apreciar Matéria De Materialidade)
Legal Issues
- 1 Se a ausência de apreensão de substância entorpecente e de laudo toxicológico impede a condenação pelo art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006
- 2 Se o habeas corpus é meio adequado para atacar condenação transitada em julgado quando há flagrante ilegalidade
- 3 Se confissão extrajudicial e prova testemunhal suprimem a necessidade de laudo pericial
Ratio Decidendi
In casu não houve apreensão de substância entorpecente nem laudo toxicológico, de modo que, nos termos da jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, não se comprovou a materialidade do crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, impondo-se a absolvição do paciente; por isso, ainda que não se conheça do habeas corpus como substitutivo recursal, a ordem foi concedida de ofício para reconhecer a ausência de materialidade e absolver o paciente.
Court Disposition
Não conhece-se do habeas corpus como substitutivo de recurso; contudo, concede-se a ordem de ofício para reconhecer a ausência de materialidade delitiva e absolver o paciente quanto ao crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo a ordem de ofício para reconhecer a ausência de materialidade delitiva e absolver o paciente em relação ao crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.
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