HC 1098051 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque a via não é adequada para suprir o recurso próprio nem para analisar, de forma definitiva, a recusa posterior do Ministério Público em oferecer ANPP sem prévia deliberação colegiada, sob pena de supressão de instância; quanto à alegação de bis in idem na dosimetria, o Tribunal de origem manteve a pena-base no mínimo e utilizou a natureza, quantidade e diversidade das drogas somente na terceira fase para modular a minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006, evitando duplicidade de valoração, e essa metodologia está em consonância com a jurisprudência do STJ, não havendo flagrante ilegalidade que autorize o reexame nesta via estreita.
- Parties
- Paciente: DANIEL VAINANT DA SILVA; Órgão Julgador Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Parte Acusadora: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Acordo De Não Persecução Penal (anpp), Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Busca Pessoal, Habeas Corpus (procedimental)
Case Brief
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Parties
DANIEL VAINANT DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Órgão Julgador Recorrido
Ministério Público
Parte Acusadora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 nulidade da busca pessoal por ausência de fundada suspeita
- 2 suficiência probatória para condenação por tráfico vs. desclassificação para posse para consumo
- 3 aplicação da minorante do tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006) e modulação da fração da redução
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque a via não é adequada para suprir o recurso próprio nem para analisar, de forma definitiva, a recusa posterior do Ministério Público em oferecer ANPP sem prévia deliberação colegiada, sob pena de supressão de instância; quanto à alegação de bis in idem na dosimetria, o Tribunal de origem manteve a pena-base no mínimo e utilizou a natureza, quantidade e diversidade das drogas somente na terceira fase para modular a minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006, evitando duplicidade de valoração, e essa metodologia está em consonância com a jurisprudência do STJ, não havendo flagrante ilegalidade que autorize o reexame nesta via estreita.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus
Orders
- Com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do habeas corpus.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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