HC 596195 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque as instâncias de origem, com base em prova documental e testemunhal (aposentadoria de 971,26g de maconha e mensagens do celular indicativas de vínculo com o PCC), concluíram que o paciente se dedicava a atividades criminosas e integrava organização criminosa, de modo que não foram preenchidos os requisitos cumulativos do art. 33, § 4º da Lei 11.343/2006; esse entendimento não pode ser desconstituído em habeas corpus por tratar-se de revolvimento fático-probatório; ademais, a negativação de duas circunstâncias judiciais autorizou a manutenção de regime prisional mais gravoso conforme art. 33, § 3º do CP e art. 42 da Lei de Drogas.
- Parties
- Paciente/agravante: ANDRE LUIZ NASCIMENTO JUNIOR; Interveniente (opinou Pelo Não Cabimento Do Habeas Corpus): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 March 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado Pela Quinta Turma Agravo Regimental Não Provido
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas (lei N. 11.343/2006), Causa Especial De Diminuição Da Pena (art. 33, § 4º), Dosimetria Da Pena, Regime Prisional, Reexame Fático Probatório Em Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
ANDRE LUIZ NASCIMENTO JUNIOR
Paciente/agravante
Ministério Público Federal
Interveniente (opinou Pelo Não Cabimento Do Habeas Corpus)
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado Pela Quinta Turma Agravo Regimental Não Provido
Legal Issues
- 1 Incidência do art. 33, § 4º da Lei n. 11.343/2006 (tráfico privilegiado)
- 2 Possibilidade de reexame do acervo fático-probatório via habeas corpus
- 3 Fixação do regime prisional mais gravoso por circunstâncias judiciais desfavoráveis (art. 33, § 3º CP e art. 42 da Lei de Drogas)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque as instâncias de origem, com base em prova documental e testemunhal (aposentadoria de 971,26g de maconha e mensagens do celular indicativas de vínculo com o PCC), concluíram que o paciente se dedicava a atividades criminosas e integrava organização criminosa, de modo que não foram preenchidos os requisitos cumulativos do art. 33, § 4º da Lei 11.343/2006; esse entendimento não pode ser desconstituído em habeas corpus por tratar-se de revolvimento fático-probatório; ademais, a negativação de duas circunstâncias judiciais autorizou a manutenção de regime prisional mais gravoso conforme art. 33, § 3º do CP e art. 42 da Lei de Drogas.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
Full Case Text
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