HC 699267 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus porque as teses sobre pena, regime prisional e laudo definitivo não foram debatidas pelo Tribunal de origem, sendo matérias próprias da ação penal e de apelação; sua análise inaugural pelo STJ configuraria supressão de instância, salvo demonstração de flagrante ilegalidade, o que não...
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- Parties
- Paciente / Impetrante: ARI LUIZ DA SILVA ISAAC; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 November 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas (art. 33, Caput, Lei N. 11.343/2006), Súmulas (stj E Stf), Supressão De Instância, Regime Prisional, Laudo Definitivo De Entorpecente
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Parties
ARI LUIZ DA SILVA ISAAC
Paciente / Impetrante
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
- 2 possível absolvição por ausência de laudo definitivo do entorpecente
- 3 fixação de regime prisional (semiaberto) com fundamento em súmulas
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus porque as teses sobre pena, regime prisional e laudo definitivo não foram debatidas pelo Tribunal de origem, sendo matérias próprias da ação penal e de apelação; sua análise inaugural pelo STJ configuraria supressão de instância, salvo demonstração de flagrante ilegalidade, o que não ocorreu nos autos.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Recomenda-se ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás que analise o mérito do HC n. 5317638-27.2021.8.09.0000 no tocante aos temas não conhecidos.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, com pedido liminar, impetrado em favor de ARI LUIZ DA SILVA ISAAC, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 anos de reclusão, em regime fechado, mais pagamento de 500 dias-multa, como incurso no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Inconformada, a defesa impetrou prévio writ no Tribunal de origem, que o conheceu parcialmente e denegou a ordem. Neste habeas corpus, defende o impetrante, em síntese, a absolvição pela ausência de laudo definitivo do entorpecente apreendido ou, subsidiariamente, a fixação do regime semiaberto, nos termos das Súmula 440 do STJ, 718 e 719 do STF. Liminar indeferida (e-STJ, fls. 49). Informações prestadas (e-STJ, fls. 53-62). O Ministério Público Federal opinou pela concessão da ordem, de ofício, para determinar que o TJGO verifique a existência de eventual coação ilegal imposta ao paciente. É o relatório. Decido. Esta Corte - HC 535.063/SP, Terceira Seção, Rel. Ministro Sebastião Reis Junior, julgado em 10/6/2020 - e o Supremo Tribunal Federal - AgRg no HC 180.365, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 27/3/2020; AgR no HC 147.210, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 30/10/2018 -, pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. Sob tal contexto, passo ao exame das alegações trazidas pela defesa, a fim de verificar a ocorrência de manifesta ilegalidade que autorize a concessão da ordem, de ofício. Da análise da decisão impugnada, verifica-se que o Tribunal a quo deixou de conhecer o writ, em parte, visto que "A pena fixada, o regime prisional imposto, bem como a questão referente ao laudo definitivo são teses cabíveis na ação penal e, portanto, em apelação" (e-STJ, fls. 28-30). Desse modo, não tendo os temas suscitados pela defesa sido debatidos na Corte de origem, é inviável sua análise diretamente por este Tribunal Superior, sob pena de indevida supressão de instância A propósito: "RECURSO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA MESMO FIM. NULIDADE POR VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. GRANDE QUANTIDADE DE ENTORPECENTES (493 KG DE MACONHA). RECOMENDAÇÃO N. 62/CNJ. GRUPO DE RISCO. CARÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. TESES SUSCITADAS NO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DA LIMINAR. AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO PELA CORTE A QUO. 1. Não se faz possível a análise inaugural nesta Corte Superior de matérias não analisadas pelas instâncias ordinárias - no caso, nulidade por violação de domicílio -, sob pena de indevida supressão de instância. .. 6. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, improvido." (RHC 131.062/MG, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 03/11/2020, DJe 13/11/2020 ); " .. I - É assente nesta Corte Superior de Justiça que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada pelos próprios fundamentos. II - No que ser refere ao pedido de nulidade, tendo em vista a alegação de ausência de concessão do direito ao silêncio na fase extrajudicial, observa-se que a referida tese não foi enfrentada pela eg. Corte de origem. Nesse compasso, considerando que a Corte de origem não se pronunciou sobre o referido tema exposto na presente impetração, este Tribunal Superior fica impedido de se debruçar sobre a matéria, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância. Nesse sentido: HC n. 480.651/SP, Sexta Turma, Relª. Minª. Laurita Vaz, DJe de 10/04/2019; e HC n. 339.352/SC, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 28/08/2017. .. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC 627.596/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 02/03/2021, DJe 08/03/2021). Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Contudo, recomendo ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás que analise o mérito do HC n. 5317638-27.2021.8.09.0000, no tocante aos temas não conhecidos, decidindo como entender de direito. Publique-se. Intimem-se.