HC 1027692 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus porque o acórdão impugnado foi prolatado em 17/5/2016 e transitou em julgado em 21/8/2018, de modo que o pedido constitui revisão de matéria já submetida à coisa julgada e encontra-se precluso temporalmente, sendo inadequada a via do habeas corpus para reexame fático-probatório.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: LEONARDO DE SOUZA PARIZOTO; Apelante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas (art. 33, Caput, Lei N. 11.343/2006), Tráfico Privilegiado, Dosimetria Da Pena, Coisa Julgada, Preclusão Temporal, Segurança Jurídica, Cabimento Do Habeas Corpus
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
LEONARDO DE SOUZA PARIZOTO
Paciente
Ministério Público
Apelante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 afastamento do tráfico privilegiado
- 2 redimensionamento da pena
- 3 impossibilidade de reexame devido à coisa julgada e preclusão temporal
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus porque o acórdão impugnado foi prolatado em 17/5/2016 e transitou em julgado em 21/8/2018, de modo que o pedido constitui revisão de matéria já submetida à coisa julgada e encontra-se precluso temporalmente, sendo inadequada a via do habeas corpus para reexame fático-probatório.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, com pedido de liminar, impetrado em favor de LEONARDO DE SOUZA PARIZOTO, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, que deu provimento ao apelo ministerial e redimensionou à pena do paciente para 5 anos de reclusão, em regime semiaberto, mais pagamento de 500 dias-multa, como incurso no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Essa decisão transitou em julgado em 21/8/2018. Nesta Corte, a defesa afirma, em suma, que não houve motivação idônea para afastar o tráfico privilegiado, razão pela qual uma vez preenchidos os requisitos legais deve a pena ser reduzida em 2/3. Requer a concessão da ordem a fim de que seja redimensionada a pena aplicada ao paciente. É o relatório. Decido. O presente mandamus não comporta conhecimento. Na linha de precedentes dessa Corte, não é possível o exame de questões penais e processuais penais cuja decisão apontada como coatora tenha sido proferida há muito tempo e estejam acobertadas pela coisa julgada, em respeito ao princípio da segurança jurídica. No caso, o acórdão impugnado foi prolatado em 17/5/2016, de modo que é inviável a análise das questões já apreciadas há mais de 9 anos, tendo o pleito, nitidamente, características revisionais. Sobre o tema, os seguintes precedentes: "AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. FALTA DE NOVOS ARGUMENTOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AUSÊNCIA. PRECLUSÃO. TRÂNSITO EM JULGADO ANTIGO. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. MANUTENÇÃO DA DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO NÃO PROVIDO. I - É assente nesta Corte que o regimental deve trazer novos argumentos capazes de infirmar a decisão agravada, sob pena de manutenção do decisum pelos próprios fundamentos. II - "A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça - STJ, em respeito à segurança jurídica e a lealdade processual, tem se orientado no sentido de que mesmo as nulidades denominadas absolutas, ou qualquer outra falha ocorrida no acórdão impugnado, também devem ser arguidas em momento oportuno, sujeitando-se à preclusão temporal" (AgRg no HC n. 690.070/PR, Quinta Turma, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, DJe de 25/10/2021). III - O manejo do habeas corpus muito tempo após a edição do ato atacado demanda o reconhecimento da preclusão, em respeito à coisa julgada e ao princípio da segurança jurídica. Agravo regimental não provido." (AgRg no HC n. 851.309/MG, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 12/12/2023, DJe de 15/12/2023.) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. UNIFICAÇÃO DE PENA PELO RECONHECIMENTO DE CONTINUIDADE DELITIVA. WRIT NÃO CONHECIDO NA ORIGEM. LEGALIDADE. VIA INADEQUADA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. 1. Irrepreensível a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que não conheceu do habeas corpus, na medida em que este não é o instrumento adequado para a revisão da decisão proferida nos autos da execução da pena, mormente na hipótese em que a decisão objurgada, proferida em 5/9/2017, foi contestada pelo recurso adequado, cuja decisão de não conhecimento transitou em julgado em 11/5/2018. 2. OSuperior Tribunal de Justiça possui entendimento de que o manejo do habeas corpus muito tempo após a edição do ato atacado demanda o reconhecimento da preclusão, não havendo se falar, portanto, em ilegalidade manifesta (RHC n. 97.329/SP, Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 8/9/2020, DJe 14/9/2020). 3. De mais a mais, a ilegalidade suscitada (não reconhecimento da continuidade delitiva) não é flagrante e necessitaria de uma análise mais aprofundada das provas dos autos, o que não é possível na via eleita, de cognição sumária e rito célere. Precedentes. 4. Agravo regimental improvido." (AgRg no RHC n. 134.300/SC, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 28/9/2021, DJe de 30/9/2021.) Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA