HC 980132 - DECISAO
O pedido de liminar foi indeferido porque o habeas corpus estava deficientemente instruído, notadamente pela ausência de cópia integral do julgamento da revisão criminal na instância estadual, sendo imprescindível a juntada de prova pré-constituída para o exame da tese no rito célere do habeas corpus; assim, nos...
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: LUCIANO MUNIZ DA SILVA VANNUCCI; Coator: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - TJSC
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Liminar Indeferida
- Outcome
- Indefiro liminarmente o habeas corpus por insuficiência de instrução (ausência da cópia integral do julgamento da revisão criminal).
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas (art. 33 Da Lei N. 11.343/06), Posse Ilegal De Arma (art. 12 Da Lei N. 10.826/03), Habeas Corpus, Revisão Criminal, Nulidade Por Violação De Domicílio, Quebra De Dados Telemáticos, Instrução Deficiente
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
LUCIANO MUNIZ DA SILVA VANNUCCI
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - TJSC
Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 nulidade da condenação por violação de domicílio
- 2 quebra de dados telemáticos sem autorização judicial
- 3 insuficiência de instrução do habeas corpus por ausência de prova pré-constituída
Ratio Decidendi
O pedido de liminar foi indeferido porque o habeas corpus estava deficientemente instruído, notadamente pela ausência de cópia integral do julgamento da revisão criminal na instância estadual, sendo imprescindível a juntada de prova pré-constituída para o exame da tese no rito célere do habeas corpus; assim, nos termos do art. 210 do Regimento Interno do STJ, indeferiu-se liminarmente o writ.
Court Disposition
Indefiro liminarmente o habeas corpus por insuficiência de instrução (ausência da cópia integral do julgamento da revisão criminal).
Orders
- Indefiro liminarmente o habeas corpus nos termos do art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de LUCIANO MUNIZ DA SILVA VANNUCCI, contra ato atribuído ao TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - TJSC. Extrai-se dos autos que o Juízo de primeiro grau condenou o paciente a 5 anos e 10 meses de reclusão, inicialmente em regime fechado, pela prática de tráfico de drogas (art. 33 da Lei n. 11.343/06) e a 1 ano e 2 meses de detenção, em regime inicial semiaberto, por infração ao disposto no art. 12 da Lei n. 10.826/03 (posse ilegal de arma de fogo). Transitado em julgado o decreto condenatório, foi ajuizada revisão criminal, que teria sido julgada improcedente, segundo o relato da inicial. No presente writ, a defesa sustenta a nulidade da condenação em razão da atuação policial ter ocorrido mediante violação de domicílio, além de ter ocorrido a quebra de dados telemáticos sem autorização judicial. Requer a concessão da ord em para absolver o paciente. É o relatório. Decido. O writ, conquanto impetrado por profissional legalmente habilitado, está deficientemente instruído. Não foi juntada aos autos cópia integral do julgamento da revisão criminal, ocorrido na Corte estadual, documento essencial à exata compreensão da controvérsia e ao exame da plausibilidade do pedido. Cabe ressaltar que, em razão da celeridade do rito do habeas corpus, incumbe ao impetrante apresentar prova pré-constituída do direito alegado, sob pena de não conhecimento da impetração. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, entre outros: RECURSO EM HABEAS CORPUS. FEMINICÍDIO TENTADO. CUSTÓDIA PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE QUE OBSTA O EXAME DA TESE. EXCESSO DE PRAZO PARA O ENCERRAMENTO DO FEITO. NÃO CONFIGURAÇÃO. RECOMENDAÇÃO N. 62/2020 DO CNJ. SUBSTITUIÇÃO DA CAUTELA EXTREMA POR PRISÃO DOMICILIAR. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO CONHECIDO EM PARTE E NÃO PROVIDO. 1. A defesa não instruiu o presente recurso com cópia das decisões que trataram da prisão preventiva do réu (conversão do flagrante em custódia provisória, indeferimento de concessão da liberdade provisória e pronúncia), circunstância que inviabiliza o exame da suscitada ausência de motivação idônea para impor a cautela extrema. 2. Os prazos processuais previstos na legislação pátria devem ser computados de maneira global e o reconhecimento do excesso deve-se pautar sempre pelos critérios da razoabilidade e da proporcionalidade (art. 5º, LXXVIII, da CF), considerando cada caso e suas particularidades. 3. Não se constata desídia estatal na condução do feito, uma vez que a realização da sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri está prevista para data próxima, a denotar o prognóstico de conclusão do procedimento bifásico dos crimes dolosos contra a vida cerca de 1 ano e 9 meses após a prisão em flagrante do réu. 4. Ante a crise mundial da Covid-19 e, especialmente, a iminente gravidade do quadro nacional, intervenções e atitudes mais ousadas são demandadas das autoridades, inclusive do Poder Judiciário. Nesse sentido, salienta a Recomendação n. 62, de 17 de março de 2020, do Conselho Nacional de Justiça a importância da "adoção de medidas preventivas à propagação da infecção pelo novo coronavírus - Covid-19 no âmbito dos estabelecimentos do sistema prisional e do sistema socioeducativo". 5. Todavia, o aresto combatido foi claro ao afirmar, além do fato de o delito haver sido praticado mediante violência contra a vítima, a ausência de comprovação de que o acusado integra o grupo de risco da Covid-19, bem como da impossibilidade de receber tratamento médico adequado no estabelecimento prisional em caso de eventual contágio. Para alterar essa conclusão seria necessária ampla dilação probatória, incompatível com a via estreita do habeas corpus. 6. Recurso conhecido em parte e não provido. (RHC 132.620/AM, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, DJe 18/12/2020.) AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR DO WRIT. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. AUSÊNCIA DA DECISÃO DE DECRETOU A PRISÃO TEMPORÁRIA E DA DECISÃO QUE A CONVERTEU EM PREVENTIVA. INEXISTÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS APTOS A DESCONSTITUIR A DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO DESPROVIDO. I - A decisão monocrática que nega provimento a recurso ordinário não viola o princípio da colegialidade, eis que conforme previsão no Regimento Interno desta Corte, é permitido ao relator julgar monocraticamente recurso inadmissível, prejudicado, ou que não tiver impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida, e ainda, negar provimento nas hipóteses em que houve entendimento firmado em precedente vinculante, súmula ou jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. II - O agravante não juntou aos autos cópia da r. decisão que decretou a sua prisão temporária, e a decisão que a converteu em preventiva no momento da interposição do recurso, tampouco no presente agravo regimental, alegando, ainda, a sua desnecessidade, impedindo, em virtude da instrução deficiente, a exata compreensão da controvérsia, sendo pacífica a jurisprudência desta Corte de Justiça no sentido de que é ônus do impetrante a correta instrução dos autos, sob pena de não conhecimento do mandamus ou de seu recurso ordinário. Precedentes. III - É assente nesta eg. Corte Superior de Justiça que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada pelos próprios fundamentos. Agravo Regimental desprovido. (AgRg no RHC 130.798/MS, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, DJe 4/9/2020.) Por tais razões, nos termos do art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o presente habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA