HC 957160 - DECISAO
Embora o habeas corpus seja, em regra, inadmissível como sucedâneo de revisão criminal ante o trânsito em julgado da condenação, verificou-se constrangimento ilegal manifesto: a condenação por tráfico não estava devidamente fundamentada nos autos, pois a pequena quantidade apreendida (9,44 g), a ausência de elementos claros de comercialização e a insuficiência de provas que comprovassem atividade mercantil impunham, em face do princípio in dubio pro reo e da jurisprudência citada, a desclassificação da conduta para posse de substância entorpecente para consumo pessoal. Por isso, concedeu-se a ordem de ofício para desclassificação, ressalvando-se a inadmissibilidade do writ como sucedâneo...
- Parties
- Paciente: DENILSON OTAVIO FIGUEIREDO CUNHA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Habeas corpus indeferido liminarmente; ordem concedida de ofício para desclassificar o delito para posse de drogas para consumo pessoal.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas Privilegiado, Posse De Drogas Para Consumo Pessoal, Revisão Criminal, Desclassificação De Crime
Case Brief
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Parties
DENILSON OTAVIO FIGUEIREDO CUNHA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal
- 2 possibilidade de desclassificação de tráfico para posse para consumo diante da pequena quantidade e ausência de indícios de comercialização
- 3 resolução de dúvida em favor do réu (princípio in dubio pro reo)
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus seja, em regra, inadmissível como sucedâneo de revisão criminal ante o trânsito em julgado da condenação, verificou-se constrangimento ilegal manifesto: a condenação por tráfico não estava devidamente fundamentada nos autos, pois a pequena quantidade apreendida (9,44 g), a ausência de elementos claros de comercialização e a insuficiência de provas que comprovassem atividade mercantil impunham, em face do princípio in dubio pro reo e da jurisprudência citada, a desclassificação da conduta para posse de substância entorpecente para consumo pessoal. Por isso, concedeu-se a ordem de ofício para desclassificação, ressalvando-se a inadmissibilidade do writ como sucedâneo...
Court Disposition
Habeas corpus indeferido liminarmente; ordem concedida de ofício para desclassificar o delito para posse de drogas para consumo pessoal.
Orders
- Indeferir liminarmente a petição inicial
- Conceder a ordem de ofício para desclassificar a conduta na Ação Penal n. 0000702-97.2020.8.26.0210 para posse de drogas para consumo pessoal
Full Case Text
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