HC 693824 - DECISAO
Verificado constrangimento ilegal na exclusão do tráfico privilegiado, pois não houve demonstração de habitualidade ou dedicação à atividade criminosa apta a afastar o redutor; inquéritos ou ações em curso não podem ser considerados maus antecedentes; natureza e quantidade da droga já foram consideradas na primeira fase e não justificam, isoladamente, o afastamento do §4º do art.33 da Lei 11.343/2006. Assim, reconheceu-se o direito do paciente à consideração do redutor e determinou-se a readequação da dosimetria pelo juízo de primeiro grau, com motivação sobre a fração aplicada e análise da conversão da pena e do regime inicial.
- Parties
- Paciente: ALINE ESTHER RODRIGUES DE SOUSA OLIVEIRA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação n. 1502335-30.2020.8.26.0320)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 November 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para reconhecer o direito do paciente à consideração da causa de diminuição de pena do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006; remessa para nova dosimetria motivada.
- Legal Topics
- Tráfico De Entorpecentes, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Antecedentes Criminais, Princípio Da Não Culpabilidade, Bis in Idem
Case Brief
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Parties
ALINE ESTHER RODRIGUES DE SOUSA OLIVEIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação n. 1502335-30.2020.8.26.0320)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006
- 2 uso da natureza e quantidade da droga em fases distintas da dosimetria
- 3 consideração de inquéritos ou ações em curso como maus antecedentes
Ratio Decidendi
Verificado constrangimento ilegal na exclusão do tráfico privilegiado, pois não houve demonstração de habitualidade ou dedicação à atividade criminosa apta a afastar o redutor; inquéritos ou ações em curso não podem ser considerados maus antecedentes; natureza e quantidade da droga já foram consideradas na primeira fase e não justificam, isoladamente, o afastamento do §4º do art.33 da Lei 11.343/2006. Assim, reconheceu-se o direito do paciente à consideração do redutor e determinou-se a readequação da dosimetria pelo juízo de primeiro grau, com motivação sobre a fração aplicada e análise da conversão da pena e do regime inicial.
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para reconhecer o direito do paciente à consideração da causa de diminuição de pena do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006; remessa para nova dosimetria motivada.
Orders
- Reconhecer o direito do paciente à consideração, na dosimetria, da aplicação da causa de diminuição prevista no art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006.
- Determinar ao Juízo de primeiro grau que refaça a dosimetria da pena e motive a fração de diminuição a ser aplicada.
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