HC 919460 - ACORDAO
Embora o decreto prisional estivesse fundamentado na quantidade de droga apreendida e na reiteração delitiva, as particularidades do caso demonstraram que não havia justa causa para a imposição da medida extrema: o crime não envolveu violência ou grave ameaça, a quantidade apreendida (257,82 g de maconha) não justificou, no momento, a custódia preventiva, e as medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP mostraram-se suficientes, adequadas e proporcionais para resguardar a ordem pública; assim, negou‑se provimento ao agravo regimental e manteve‑se a decisão que substituiu a prisão preventiva por cautelares alternativas.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Agravado: Kaio Augusto Vaz de Sousa Gomes
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento Pelo Colegiado (sexta Turma)
- Outcome
- Negado provimento ao agravo regimental
- Legal Topics
- Tráfico De Entorpecentes, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Proporcionalidade, Reincidência, Liberdade Provisória
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Agravante
Kaio Augusto Vaz de Sousa Gomes
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento Pelo Colegiado (sexta Turma)
Legal Issues
- 1 Se estava presente o periculum libertatis para justificar a decretação da prisão preventiva
- 2 Se as medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP são suficientes, adequadas e proporcionais para o caso concreto
- 3 Peso da quantidade de droga apreendida (257,82 g de maconha) e da reiteração delitiva na formação do juízo de necessidade da prisão preventiva
Ratio Decidendi
Embora o decreto prisional estivesse fundamentado na quantidade de droga apreendida e na reiteração delitiva, as particularidades do caso demonstraram que não havia justa causa para a imposição da medida extrema: o crime não envolveu violência ou grave ameaça, a quantidade apreendida (257,82 g de maconha) não justificou, no momento, a custódia preventiva, e as medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP mostraram-se suficientes, adequadas e proporcionais para resguardar a ordem pública; assim, negou‑se provimento ao agravo regimental e manteve‑se a decisão que substituiu a prisão preventiva por cautelares alternativas.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo regimental
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais
- Manter a decisão monocrática que concedeu a ordem em favor do agravado e determinou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal
Full Case Text
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