RHC 188584 - ACORDAO
O Tribunal negou provimento ao agravo regimental porque a decretação da prisão preventiva pelo juízo de primeiro grau careceu de fundamentação concreta nos termos do art. 312 do CPP, apoiando-se apenas em gravidade abstrata e na quantidade de droga apreendida (aproximadamente 80,23 g em 92 porções), circunstâncias insuficientes, por si só, para demonstrar o periculum libertatis e justificar a custódia cautelar.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Agravado: Agravado
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Acórdão (julgamento Colegiado)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido; mantida a decisão que deu provimento ao habeas corpus e determionou a soltura do paciente.
- Legal Topics
- Tráfico De Entorpecentes, Prisão Preventiva, Fundamentação Inidônea, Habeas Corpus, Periculum Libertatis, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Agravante
Agravado
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Acórdão (julgamento Colegiado)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva
- 2 necessidade de fundamentação concreta conforme art. 312 do CPP
- 3 valor probatório da quantidade de droga apreendida na decretação da prisão preventiva
Ratio Decidendi
O Tribunal negou provimento ao agravo regimental porque a decretação da prisão preventiva pelo juízo de primeiro grau careceu de fundamentação concreta nos termos do art. 312 do CPP, apoiando-se apenas em gravidade abstrata e na quantidade de droga apreendida (aproximadamente 80,23 g em 92 porções), circunstâncias insuficientes, por si só, para demonstrar o periculum libertatis e justificar a custódia cautelar.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido; mantida a decisão que deu provimento ao habeas corpus e determionou a soltura do paciente.
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal.
- Manter a decisão que concedeu o habeas corpus e revogou a prisão preventiva, ressalvada a possibilidade de imposição de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP.
Full Case Text
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