HC 578493 - DECISAO
Embora, em princípio, o habeas corpus não deva substituir recurso próprio, verificou-se, no caso concreto, a ilicitude da prova originária decorrente de revista pessoal realizada por seguranças particulares, circunstância que contaminou as provas derivadas; em razão da ilicitude probatória e nos termos do art. 386, II, do CPP, concedeu-se a ordem de ofício para absolver o paciente e reconhecer a nulidade das provas que fundamentaram a condenação.
- Parties
- Paciente: DIEGO DE SOUZA COIMBRA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão/concessão Da Ordem De Ofício
- Outcome
- Não conheço do mandamus; porém, concedo a ordem de ofício para reconhecer a ilicitude da prova e absolver o paciente.
- Legal Topics
- Tráfico De Entorpecentes, Prova Ilícita, Revista Pessoal Por Segurança Privada, Excesso De Prazo, Prisão Preventiva, Absolvição Por Ilicitude De Prova, Uso Do Habeas Corpus Como Substitutivo De Recurso
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
DIEGO DE SOUZA COIMBRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão/concessão Da Ordem De Ofício
Legal Issues
- 1 ilecidade da prova decorrente de revista pessoal realizada por segurança privada
- 2 cabimento do habeas corpus como substitutivo de recurso
- 3 excesso de prazo na formação da culpa
Ratio Decidendi
Embora, em princípio, o habeas corpus não deva substituir recurso próprio, verificou-se, no caso concreto, a ilicitude da prova originária decorrente de revista pessoal realizada por seguranças particulares, circunstância que contaminou as provas derivadas; em razão da ilicitude probatória e nos termos do art. 386, II, do CPP, concedeu-se a ordem de ofício para absolver o paciente e reconhecer a nulidade das provas que fundamentaram a condenação.
Court Disposition
Não conheço do mandamus; porém, concedo a ordem de ofício para reconhecer a ilicitude da prova e absolver o paciente.
Orders
- Não conheço da impetração
- Concedo a ordem de ofício para reconhecer a ilicitude da prova que embasa a condenação
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment