HC 685485 - DECISAO
O habeas corpus não é via adequada para reexaminar o acervo fático-probatório; no caso concreto houve fundadas razões para ingresso no domicílio (denúncia anônima, campana policial e visualização de venda a usuário, além de autorização de morador), e, embora a prisão preventiva estivesse fundamentada nos arts. 312/313 do CPP pela gravidade concreta e quantidade de drogas, o Tribunal entendeu que tal cautelar era excessiva diante da quantidade apreendida, pelo que concedeu parcialmente a ordem para determinar a soltura mediante imposição de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, também estendendo a decisão à corré com fulcro no art. 580 do CPP.
- Parties
- Paciente: RAI MARTINS DE SOUSA; Paciente: OLICIA VIEIRA BORGES; Paciente: VALTAIR BORGES VIEIRA; Ministério Público Federal: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (concessão Parcial Da Ordem/decisão De Mérito)
- Outcome
- concedido parcialmente
- Legal Topics
- Tráfico Ilícito De Drogas, Prisão Preventiva, Flagrante, Invasão De Domicílio, Medidas Cautelares, Prova, Habeas Corpus, Covid 19 E Sistema Prisional
Case Brief
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Parties
RAI MARTINS DE SOUSA
Paciente
OLICIA VIEIRA BORGES
Paciente
VALTAIR BORGES VIEIRA
Paciente
Ministério Público Federal
Ministério Público Federal
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (concessão Parcial Da Ordem/decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 ilegalidade da prisão em flagrante por ingresso domiciliar sem mandado
- 2 possibilidade de análise da autoria e materialidade no habeas corpus
- 3 crime permanente e exceção à inviolabilidade de domicílio
Ratio Decidendi
O habeas corpus não é via adequada para reexaminar o acervo fático-probatório; no caso concreto houve fundadas razões para ingresso no domicílio (denúncia anônima, campana policial e visualização de venda a usuário, além de autorização de morador), e, embora a prisão preventiva estivesse fundamentada nos arts. 312/313 do CPP pela gravidade concreta e quantidade de drogas, o Tribunal entendeu que tal cautelar era excessiva diante da quantidade apreendida, pelo que concedeu parcialmente a ordem para determinar a soltura mediante imposição de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, também estendendo a decisão à corré com fulcro no art. 580 do CPP.
Court Disposition
concedido parcialmente
Orders
- Determinar a soltura dos pacientes mediante cumprimento das medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP
- Impor como medidas cautelares: apresentação a cada dois meses para verificação; proibição de mudança de domicílio sem prévia autorização judicial; proibição de contato pessoal com agentes envolvidos em atividades criminosas
Full Case Text
Judgment text and source record
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