RHC 154752 - DECISAO
A corte manteve a prisão preventiva porque, em juízo sumário, verificou-se materialidade e indícios de autoria, a gravidade concreta do delito de tráfico (espécie 'skunk') e a reiteração delitiva do paciente, elementos aptos a justificar a necessidade da custódia para garantia da ordem pública; a entrada no domicílio e as provas daí extraídas foram consideradas lícitas em razão da situação de flagrância e de fundadas razões que autorizavam o ingresso sem mandado; além disso, o art. 51 da Lei nº 11.343/2006 regula prazo do inquérito e antecedentes antigos podem ser considerados maus antecedentes, sendo as medidas do art. 319 do CPP insuficientes para resguardar a ordem pública.
- Parties
- Paciente/recorrente: CARLOS FERNANDES DA CRUZ; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgamento De Mérito
- Outcome
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Tráfico Ilícito De Entorpecentes, Prisão Preventiva, Flagrante, Violação De Domicílio, Medidas Cautelares Alternativas, Antecedentes Penais, Prazo Para Conclusão De Inquérito (lei Nº 11.343/2006)
Case Brief
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Parties
CARLOS FERNANDES DA CRUZ
Paciente/recorrente
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgamento De Mérito
Legal Issues
- 1 Presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação da prisão preventiva
- 2 Ilicitude ou não do ingresso em domicílio e das provas apreendidas
- 3 Aplicabilidade do art. 51 da Lei nº 11.343/2006 ao prazo do inquérito policial
Ratio Decidendi
A corte manteve a prisão preventiva porque, em juízo sumário, verificou-se materialidade e indícios de autoria, a gravidade concreta do delito de tráfico (espécie 'skunk') e a reiteração delitiva do paciente, elementos aptos a justificar a necessidade da custódia para garantia da ordem pública; a entrada no domicílio e as provas daí extraídas foram consideradas lícitas em razão da situação de flagrância e de fundadas razões que autorizavam o ingresso sem mandado; além disso, o art. 51 da Lei nº 11.343/2006 regula prazo do inquérito e antecedentes antigos podem ser considerados maus antecedentes, sendo as medidas do art. 319 do CPP insuficientes para resguardar a ordem pública.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Publique-se
Full Case Text
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