HC 676009 - DECISAO
Houve ilegalidade ao afastar o tráfico privilegiado com base em ações penais em curso e na natureza/quantidade das drogas; inquéritos e ações em curso não podem ser considerados maus antecedentes e natureza/quantidade só devem ser utilizadas na primeira fase salvo se conjugadas com outras circunstâncias que evidenciem dedicação à atividade criminosa; deve ser reconhecido o direito do paciente à consideração do redutor do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006, com refazimento da dosimetria e adequada motivação sobre modulação da fração do redutor, regime inicial e eventual substituição por pena restritiva de direitos.
- Parties
- Paciente: ANDERSON RODRIGUES DA PENHA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Processo n. 1513790-74.2020.8.26.0228); Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão De Ordem De Ofício / Decisão De Mérito
- Outcome
- Ordem concedida de ofício para reconhecer o direito do paciente à consideração, na dosimetria, da causa de diminuição prevista no §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006
- Legal Topics
- Tráfico Privilegiado, Dosimetria Da Pena, Presunção De Não Culpabilidade, Bis in Idem, Art. 33 §4º Lei 11.343/2006, Art. 42 Lei 11.343/2006
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ANDERSON RODRIGUES DA PENHA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Processo n. 1513790-74.2020.8.26.0228)
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão De Ordem De Ofício / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 afastamento do tráfico privilegiado
- 2 consideração de inquéritos/ações penais em curso como maus antecedentes
- 3 utilização da natureza e quantidade da droga em diferentes fases da dosimetria
Ratio Decidendi
Houve ilegalidade ao afastar o tráfico privilegiado com base em ações penais em curso e na natureza/quantidade das drogas; inquéritos e ações em curso não podem ser considerados maus antecedentes e natureza/quantidade só devem ser utilizadas na primeira fase salvo se conjugadas com outras circunstâncias que evidenciem dedicação à atividade criminosa; deve ser reconhecido o direito do paciente à consideração do redutor do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006, com refazimento da dosimetria e adequada motivação sobre modulação da fração do redutor, regime inicial e eventual substituição por pena restritiva de direitos.
Court Disposition
Ordem concedida de ofício para reconhecer o direito do paciente à consideração, na dosimetria, da causa de diminuição prevista no §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006
Orders
- Determinar ao Juízo de primeiro grau que refaça a dosimetria da pena de acordo com as premissas indicadas
- Analisar motivadamente a possibilidade de conversão da pena em restritiva de direitos e o regime inicial adequado à nova pena fixada
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment