HC 917627 - DECISAO
Embora o habeas corpus não devesse substituir o recurso cabível, não se verificou flagrante ilegalidade no reconhecimento da minorante pelo juízo de primeiro grau; constatou-se ausência de prova concreta de dedicação da paciente a atividades criminosas, de modo que a mera quantidade/natureza da droga e a circunstância de ser ‘mula’ não bastam, isoladamente, para afastar o §4º do art.33 da Lei 11.343/2006. Assim, de ofício, restabeleceu-se a sentença que reconheceu a minorante.
- Parties
- Paciente/impetrante: MEIDEL CAROLINA FLORENTIN CARDOZO; Órgão Julgador/impetrado: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão: Não Conhecido Do Habeas Corpus; Concessão Da Ordem De Ofício Para Reconhecer Minorante E Restabelecer Sentença
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para reconhecer a minorante do §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e restabelecer a sentença condenatória.
- Legal Topics
- Tráfico Privilegiado, Minorante Do §4º Do Art. 33 Da Lei 11.343/2006, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso, Dosimetria Da Pena, Figura Da 'mula'
Case Brief
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Parties
MEIDEL CAROLINA FLORENTIN CARDOZO
Paciente/impetrante
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Órgão Julgador/impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão: Não Conhecido Do Habeas Corpus; Concessão Da Ordem De Ofício Para Reconhecer Minorante E Restabelecer Sentença
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 possibilidade de afastamento da minorante do art.33, §4º da Lei 11.343/2006
- 3 prova da dedicação a atividades criminosas para excluir a minorante
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não devesse substituir o recurso cabível, não se verificou flagrante ilegalidade no reconhecimento da minorante pelo juízo de primeiro grau; constatou-se ausência de prova concreta de dedicação da paciente a atividades criminosas, de modo que a mera quantidade/natureza da droga e a circunstância de ser ‘mula’ não bastam, isoladamente, para afastar o §4º do art.33 da Lei 11.343/2006. Assim, de ofício, restabeleceu-se a sentença que reconheceu a minorante.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para reconhecer a minorante do §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e restabelecer a sentença condenatória.
Orders
- Reconhecer a minorante do §4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006
- Restabelecer a sentença condenatória proferida nos autos da ação penal n. 0003694-02.2019.8.16.0030
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