AREsp 2569181 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental e restabeleceu-se a sentença de primeiro grau porque o Tribunal não apontou elementos concretos e idôneos, além da quantidade de droga, que comprovassem dedicação da acusada a atividades criminosas ou sua integração em organização criminosa; a mera condição de "mula" e o transporte de 33 kg isoladamente não são suficientes para afastar a minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006, de modo que não há óbice da Súmula n. 7 para restabelecer a decisão originária que reconheceu o tráfico privilegiado.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL - MPMS; Agravada: ANNA PAULA DE ALMEIDA CORDEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento De Agravo Regimental
- Outcome
- Negar provimento ao agravo regimental
- Legal Topics
- Tráfico Privilegiado, Causa De Diminuição De Pena (art. 33, §4º, Lei N. 11.343/2006), Organização Criminosa, Mula Do Tráfico, Dosimetria Da Pena, Habeas Corpus, Súmula N. 7/stj, Bis in Idem
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL - MPMS
Agravante
ANNA PAULA DE ALMEIDA CORDEIRO
Agravada
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento De Agravo Regimental
Legal Issues
- 1 Cabe reexame de provas pelo STJ nos termos da Súmula n. 7?
- 2 A quantidade de droga apreendida (33 kg) e o pagamento oferecido afastam a incidência do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 por demonstrar integração à organização criminosa?
- 3 É possível restabelecer sentença de primeiro grau reconhecendo tráfico privilegiado sem reexaminar provas?
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental e restabeleceu-se a sentença de primeiro grau porque o Tribunal não apontou elementos concretos e idôneos, além da quantidade de droga, que comprovassem dedicação da acusada a atividades criminosas ou sua integração em organização criminosa; a mera condição de "mula" e o transporte de 33 kg isoladamente não são suficientes para afastar a minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006, de modo que não há óbice da Súmula n. 7 para restabelecer a decisão originária que reconheceu o tráfico privilegiado.
Court Disposition
Negar provimento ao agravo regimental
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
- Restabelecer a sentença de primeiro grau que reconheceu o tráfico privilegiado e manteve a pena de 2 anos e 11 meses de reclusão, em regime aberto, e 291 dias-multa, substituída por duas penas restritivas de direitos.
Full Case Text
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