HC 976421 - DECISAO
Houve flagrante ilegalidade na dosimetria ao afastar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 com base, isoladamente, na quantidade de droga e na condição de transportador (mula); a quantidade deve ser considerada na pena-base (art. 42) e não pode ser utilizada como pressuposto absoluto para excluir o privilégio; a condição de mula, per se, não afasta o benefício, razão pela qual se aplicou a redução de 1/6 e, por força da causa de aumento do art. 40, V, a majoração de 1/6, resultando na reprimenda definitiva de 6 anos e 27 dias de reclusão, mantendo-se o regime inicial fechado.
- Parties
- Paciente: JACQUELINE SANDRIN; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; concedida, todavia, ordem de ofício para reconhecer a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração de 1/6, majorada em 1/6 pela causa do art. 40, V, e fixada a pena definitiva em 6 anos e 27 dias de reclusão, com regime inicial fechado mantido.
- Legal Topics
- Tráfico Privilegiado, Dosimetria, Regime Prisional, Habeas Corpus De Ofício, Art. 33, § 4º, Da Lei N. 11.343/2006
Case Brief
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Parties
JACQUELINE SANDRIN
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Cabimento de habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 Legalidade da exclusão da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 com base na quantidade de droga
- 3 Valoração da condição de 'mula' e sua aptidão para afastar o tráfico privilegiado
Ratio Decidendi
Houve flagrante ilegalidade na dosimetria ao afastar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 com base, isoladamente, na quantidade de droga e na condição de transportador (mula); a quantidade deve ser considerada na pena-base (art. 42) e não pode ser utilizada como pressuposto absoluto para excluir o privilégio; a condição de mula, per se, não afasta o benefício, razão pela qual se aplicou a redução de 1/6 e, por força da causa de aumento do art. 40, V, a majoração de 1/6, resultando na reprimenda definitiva de 6 anos e 27 dias de reclusão, mantendo-se o regime inicial fechado.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; concedida, todavia, ordem de ofício para reconhecer a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração de 1/6, majorada em 1/6 pela causa do art. 40, V, e fixada a pena definitiva em 6 anos e 27 dias de reclusão, com regime inicial fechado mantido.
Orders
- Ordem de ofício concedida para reduzir a pena em 1/6 (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006) e majorar em 1/6 (art. 40, V, Lei 11.343/2006), resultando em 6 anos e 27 dias de reclusão
- Regime inicial fechado mantido
Full Case Text
Judgment text and source record
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