HC 1086746 - DECISAO
Concedeu-se a ordem porque não havia fundamento suficiente e distinto capaz de afastar a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006; o modus operandi utilizado pela instância de origem já havia sido valorado como circunstância judicial negativa e, por isso, não poderia ser novamente utilizado para negar o privilégio (evita bis in idem). Aplicou-se a fração máxima de redução (2/3), recalculou-se a pena definitiva e fixou-se o regime semiaberto, além de reconhecer que a substituição da pena não é recomendável nos termos do art. 44, III, do Código Penal.
- Parties
- Paciente: EVERTON PATRICK SALVIANO DOS SANTOS; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (juízo De Retratação)
- Outcome
- Concedido liminarmente o habeas corpus para aplicar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006; pena definitiva fixada em 2 anos, 3 meses e 6 dias de reclusão e 226 dias-multa, no regime semiaberto; determinado alvará de soltura se por outro motivo o acusado não estiver preso.
- Legal Topics
- Tráfico Privilegiado, Dosimetria Da Pena, Regime Prisional, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
EVERTON PATRICK SALVIANO DOS SANTOS
Paciente
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (juízo De Retratação)
Legal Issues
- 1 Aplicação da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
- 2 Vedação ao bis in idem na valoração de circunstâncias judiciais
- 3 Possibilidade de apreciação em habeas corpus sem revolvimento fático-probatório
Ratio Decidendi
Concedeu-se a ordem porque não havia fundamento suficiente e distinto capaz de afastar a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006; o modus operandi utilizado pela instância de origem já havia sido valorado como circunstância judicial negativa e, por isso, não poderia ser novamente utilizado para negar o privilégio (evita bis in idem). Aplicou-se a fração máxima de redução (2/3), recalculou-se a pena definitiva e fixou-se o regime semiaberto, além de reconhecer que a substituição da pena não é recomendável nos termos do art. 44, III, do Código Penal.
Court Disposition
Concedido liminarmente o habeas corpus para aplicar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006; pena definitiva fixada em 2 anos, 3 meses e 6 dias de reclusão e 226 dias-multa, no regime semiaberto; determinado alvará de soltura se por outro motivo o acusado não estiver preso.
Orders
- Conceder liminarmente o habeas corpus e aplicar a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006.
- Fixar a pena definitiva em 2 anos, 3 meses e 6 dias de reclusão e 226 dias-multa.
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