HC 1004347 - DECISAO
Indeferiu-se liminarmente o habeas corpus por deficiência de instrução do writ, dada a ausência do inteiro teor do acórdão impugnado e da prova pré-constituída exigida para o processamento do remédio constitucional, nos termos dos precedentes citados e do art. 210 do Regimento Interno do STJ.
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- Parties
- Paciente: HENRIQUE MIGUEL GATTAS DE SA; Impetrado: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Liminar indeferida
- Legal Topics
- Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Dosimetria Da Pena, Prova Pré Constituída, Instrução Deficiente, Indeferimento De Liminar
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Parties
HENRIQUE MIGUEL GATTAS DE SA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
Impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 Reconhecimento da minorante do art. 33, §4º da Lei 11.343/2006
- 2 Utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso na dosimetria da pena
- 3 Obrigatoriedade de prova pré-constituída em habeas corpus
Ratio Decidendi
Indeferiu-se liminarmente o habeas corpus por deficiência de instrução do writ, dada a ausência do inteiro teor do acórdão impugnado e da prova pré-constituída exigida para o processamento do remédio constitucional, nos termos dos precedentes citados e do art. 210 do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Liminar indeferida
Orders
- Indefiro liminarmente o presente habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de HENRIQUE MIGUEL GATTAS DE SA, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO no julgamento da Apelação n. 0004231-80.2020.8.11.0004. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 500 dias-multa, pela prática do delito previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. O Tribunal de origem negou provimento à apelação interposta pelo paciente. No presente writ, a defesa sustenta que foi negado o reconhecimento da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas com fundamento na existência de ações penais em curso, o que ofende o princípio constitucional da não culpabilidade. Ressalta que a Súmula n. 444 do STJ veda a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base. Requer, em liminar e no mérito, a concessão da ordem para que seja aplicado o redutor do tráfico privilegiado ao paciente, com o consequente redimensionamento da pena. É o relatório. Decido. O presente writ, conquanto impetrado por profissional legalmente habilitado, está deficientemente instruído, não se verificando cópia do inteiro teor do acórdão impugnado, documento essencial à exata compreensão da controvérsia e ao exame da plausibilidade do pedido. A despeito das razões delineadas na inicial, cabe ressaltar que, em razão da celeridade do rito do habeas corpus, incumbe ao impetrante apresentar prova pré-constituída do direito alegado, sob pena de não conhecimento da ação. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. LESÃO CORPORAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. PRISÃO PREVENTIVA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. 1. Embargos declaratórios com nítidos intuitos infringentes devem ser recebidos como agravo regimental, em observância ao princípio da fungibilidade recursal. 2. A teor do disposto no enunciado da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal, não se admite a utilização de habeas corpus contra decisão que indeferiu liminar em writ impetrado no Tribunal de origem, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Não é possível aferir a necessidade da prisão preventiva, haja vista a deficiente instrução dos autos. Isto porque a defesa não juntou aos autos nem a cópia do decreto prisional, nem a decisão que manteve a prisão preventiva, peças imprescindíveis à compreensão da controvérsia. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (EDcl no HC n. 849.240/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 28/11/2023, DJe de 1/12/2023.) PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO EM HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. PEDIDO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS ESSENCIAIS À ANÁLISE DAS ALEGAÇÕES. AÇÃO DE NATUREZA MANDAMENTAL QUE EXIGE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. ÔNUS QUE COMPETE À IMPETRANTE. INSTRUÇÃO DEFICIENTE QUE PERSISTE. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DEVE SER MANTIDA. Pedido de reconsideração recebido como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (RCD no HC n. 860.640/RJ, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 29/11/2023.) Ante o exposto, com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o presente habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA