HC 963597 - DECISAO
DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ALLAN SANTANA SANTOS em que se aponta como autoridade coatora Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Processo n. 0025584-35.2024.8.26.0000). Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 06 anos e 08 meses de reclusão e multa, em...
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- Parties
- Paciente: ALLAN SANTANA SANTOS; Autoridade Coatora: Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Processo n. 0025584-35.2024.8.26.0000)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida Por Supressão De Instância (decisão Monocrática Não Apreciada Pelo Colegiado)
- Legal Topics
- Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei Nº 11.343/2006), Revisão Criminal, Supressão De Instância, Constrangimento Ilegal, Bis in Idem, Dosimetria Da Pena, Decisão Monocrática
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Parties
ALLAN SANTANA SANTOS
Paciente
Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Processo n. 0025584-35.2024.8.26.0000)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida Por Supressão De Instância (decisão Monocrática Não Apreciada Pelo Colegiado)
Legal Issues
- 1 Aplicação da causa de diminuição do tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei nº 11.343/2006)
- 2 Possível bis in idem na dosimetria da pena
- 3 Cabimento do habeas corpus contra decisão monocrática de Tribunal de origem e exaurimento de instância
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DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ALLAN SANTANA SANTOS em que se aponta como autoridade coatora Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Processo n. 0025584-35.2024.8.26.0000). Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 06 anos e 08 meses de reclusão e multa, em regime inicial fechado, pela prática do delito capitulado no art. 33, caput, c/c os arts 40, III e VI, 42 e 43, todos da Lei nº 11.343/2006, sendo-lhe negada a aplicação da causa de diminuição do tráfico privilegiado. Alega a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal decorrente da decisão monocrática que indeferiu liminarmente a Revisão Criminal impetrada na origem. Sustenta que estão presentes os requisitos para a incidência da minorante do tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, em sua fração máxima. Contudo as instâncias de origem com base, unicamente, na quantidade e na natureza da droga, afastaram a benesse, o que configura fundamento inidôneo. Argui, ademais, a ocorrência do bis in idem ao se afastar a causa de diminuição de pena do tráfico privilegiado com base na quantidade de droga e, com base na mesma circunstância, exasperar a pena-base na primeira fase da dosimetria da pena. Requer, em suma, o reconhecimento do tráfico privilegiado. Subsidiariamente, requer a fixação da pena em seu patamar mínimo, diante da primariedade e dos bons antecedentes do réu. É o relatório. Decido. O writ não merece prosperar. A decisão combatida foi proferida monocraticamente pelo Desembargador relator na origem, não havendo, pois, deliberação colegiada do Tribunal a quo sobre a matéria trazida na presente impetração, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Corte Superior devido à ausência de exaurimento de instância. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INTERPOSIÇÃO DE DOIS RECURSOS. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE E DA PRECLUSÃO CONSUMATIVA. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DO ÚLTIMO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. WRIT CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NECESSIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 2. Não é cabível a impetração de habeas corpus contra decisão monocrática de desembargador, sendo necessária a interposição de recurso para submissão do decisum ao colegiado competente a fim de que ocorra o exaurimento de instância (art. 105, II, a, da Constituição Federal). .. (AgRg no HC n. 743.582/SP, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, DJe de 17.6.2022.) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EM HABEAS CORPUS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. WRIT IMPETRADO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. NÃO CABIMENTO. 1. Esta Corte entende que não é cabível a impetração do writ contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal de origem, tendo em vista ser necessária a interposição do recurso adequado para a submissão do respectivo decisum ao colegiado daquele Tribunal, de modo a exaurir referida instância. Precedentes do STJ. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (EDcl no RHC n. 160.065/PE, Rel. Ministro Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, DJe de 11.3.2022.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA