HC 675376 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque a condenação do paciente transitou em julgado antes da impetração do writ, e o STJ não possui competência para rever condenação definitiva proferida pelas instâncias de origem, cabendo-lhe processar e julgar revisão criminal de seus próprios julgados nos termos do art. 105,...
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: DENER ALVES DOS SANTOS; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação n. 1501386-13.2020.8.26.0544); Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do presente habeas corpus
- Legal Topics
- Trânsito Em Julgado, Revisão Criminal, Ilegalidade Do Flagrante, Nulidade Das Provas, Competência Do STJ
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
DENER ALVES DOS SANTOS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação n. 1501386-13.2020.8.26.0544)
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 possibilidade de impetração de habeas corpus após trânsito em julgado de sentença condenatória
- 2 competência do STJ para revisão criminal de seus próprios julgados (art. 105, I, e, CF)
- 3 existência de flagrante ilegal que justifique concessão de ofício
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque a condenação do paciente transitou em julgado antes da impetração do writ, e o STJ não possui competência para rever condenação definitiva proferida pelas instâncias de origem, cabendo-lhe processar e julgar revisão criminal de seus próprios julgados nos termos do art. 105, I, e, da CF; ausente flagrante ilegalidade que justifique atuação de ofício.
Court Disposition
não conheço do presente habeas corpus
Orders
- Pedido de liminar indeferido (conforme fls. 190-191).
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se dehabeas corpuscom pedido de liminar impetrado em favor de DENER ALVES DOS SANTOS em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo(Apelação n. 1501386-13.2020.8.26.0544). Opaciente foi condenado às penas de 5 anos de reclusão em regime fechadoe de 500 dias-multa, pela prática do crime descrito no art. 33,caput, da Lei n. 11.343/2006, bem comode 1 ano de detenção emregime aberto e de 10 dias-multa, pela prática do art. 12,caput, da Lei 10.826/2003. Foi-lhe indeferido o direito de recorrer em liberdade, pois, durante toda a instrução, esteve preso cautelarmente. O Tribunal de origem negou provimento ao recursoda defesa. Nas razões do presentewrit, adefesa alega estar sofrendo constrangimento ilegal em face da violação do domicílio e consequente ilegalidade do flagrante. Requer, liminarmente e no mérito, o reconhecimento da nulidade das provas com sua consequenteabsolvição diante da ilegalidade das provas em que se baseou a condenação do paciente. O pedido de liminar foi indeferido às fls. 190-191 As informações foram prestadas às fls. 195-241. O Ministério Público Federal manifestou-se pela concessão da ordem(fls. 243-249). É o relatório. Decido. No caso, a condenação sofrida pelopaciente é definitiva, pois, conforme informações extraídas dositedo Tribunal de origem, foi certificado o trânsito em julgado da sentença condenatória em 19/5/2021, e o presente writ foi impetrado somente em 21/6/2021. Em consulta, verifica-se que não há, no STJ, julgamento de mérito passível de revisão criminal em relação a essa condenação. Assim, ocorrendo o trânsito em julgado de decisão condenatória nas instâncias de origem, não é dado à parte optar pela impetração de writ nesta instância superior, uma vez que a competência do STJ prevista no art. 105, I, e, da Constituição Federal restringe-se ao processamento e julgamento de revisões criminais de seus próprios julgados. A propósito, confiram-se os seguintes precedentes: HC n. 602.425/SC, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Seção, DJe de 6/4/2021; AgRg no HC n. 628.964/RS, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 8/2/2021; AgRg no HC n. 521.849/SC, Sexta Turma, relatora Ministra Laurita Vaz, DJe de 19/8/2020; e AgRg no HC n. 632.467/SP, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 18/12/2020. No mesmo sentido, a orientação do STF: AgRg no HC n. 134.691/RJ, relator Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2018; AgRg no HC n. 149.653/SP, relator Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 6/2/2018; AgRg no HC n. 144.323/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 30/8/2017; e HC n. 199.284/SP, relator Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 16/8/2021. Também não há flagrante ilegalidade que justifique a concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do presente habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao arquivo.