HC 660913 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus porque a condenação é definitiva (transitado em julgado em 9/3/2020) e, nos termos do art. 105, I, e, da Constituição Federal, o STJ não tem competência para conhecer de habeas corpus visando à revisão de decisão condenatória já transitada em julgado; ademais não se verificou flagrante...
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: WELLYKS RODRIGUES DE SOUZA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Apelação Criminal n. 0029832-96.2015.8.16.0013)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conhecido do habeas corpus
- Legal Topics
- Trânsito Em Julgado, Competência Do STJ, Não Conhecimento, Fixação Da Pena Base, Atenuante Da Confissão
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
WELLYKS RODRIGUES DE SOUZA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Apelação Criminal n. 0029832-96.2015.8.16.0013)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 competência do STJ para conhecer habeas corpus após trânsito em julgado de condenação
- 2 possibilidade de revisão criminal no STJ
- 3 alegada ilegalidade na exasperação da pena-base e não reconhecimento da atenuante da confissão
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus porque a condenação é definitiva (transitado em julgado em 9/3/2020) e, nos termos do art. 105, I, e, da Constituição Federal, o STJ não tem competência para conhecer de habeas corpus visando à revisão de decisão condenatória já transitada em julgado; ademais não se verificou flagrante ilegalidade que justificasse a concessão da ordem de ofício.
Court Disposition
não conhecido do habeas corpus
Orders
- Pedido de liminar indeferido
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de WELLYKS RODRIGUES DE SOUZAem que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná(Apelação Criminal n. 0029832-96.2015.8.16.0013). Em sentença, o paciente foi condenadoà pena de 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime fechado pela prática dos crimes descritos nos art. 157, § 2º, II, do Código Penal e 244-B da Lei n. 8.069/1990. O impetrante aponta constrangimento ilegal na exasperação da pena-base sem fundamento idôneo e diante do não reconhecimento da atenuante da confissão. Requer, liminarmente e no mérito, a redução da pena e a consequente readequação de regime prisional. O pedido de liminar foi indeferido (fls. 451-452). As informações foram prestadas às fls. 456-464 e 467-485. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do writ e, caso dele se conheça, pela denegação da ordem (fls. 487-492). É o relatório. Decido. No caso, a condenação sofrida pelopaciente é definitiva, poisconforme informações prestadas pelo Tribunal de origem foi certificado o trânsito em julgado da sentença condenatória em 9/3/2020 (fl. 471), e o presente writ foi impetrado somente em 24/4/2021. Em consulta, verifica-se que não há, no STJ, julgamento de mérito passível de revisão criminal em relação a essa condenação. Assim, ocorrendo o trânsito em julgado de decisão condenatória nas instâncias de origem, não é dado à parte optar pela impetração de writ nesta instância superior, uma vez que a competência do STJ prevista no art. 105, I, e, da Constituição Federal restringe-se ao processamento e julgamento de revisões criminais de seus próprios julgados. A propósito, confiram-se os seguintes precedentes: HC n. 602.425/SC, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Seção, DJe de 6/4/2021; AgRg no HC n. 628.964/RS, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 8/2/2021; AgRg no HC n. 521.849/SC, Sexta Turma, relatora Ministra Laurita Vaz, DJe de 19/8/2020; e AgRg no HC n. 632.467/SP, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 18/12/2020. No mesmo sentido, a orientação do STF: AgRg no HC n. 134.691/RJ, relator Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2018; AgRg no HC n. 149.653/SP, relator Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 6/2/2018; AgRg no HC n. 144.323/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 30/8/2017; e HC n. 199.284/SP, relator Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 16/8/2021. Também não há flagrante ilegalidade que justifique a concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do presente habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao arquivo.