AREsp 2478496 - DECISAO
O Tribunal de origem enfrentou as questões relevantes, concluiu que a CBF não se desincumbiu do ônus de provar a imitação apta a gerar confusão (não requereu perícia e renunciou a outras provas, tendo apenas produzido pesquisa IBOPE considerada indutiva e unilateral), entendeu que as cores nacionais são de uso livre e que não houve reprodução de símbolos oficiais apta a caracterizar trade dress ou concorrência desleal; além disso, matérias não apreciadas pelo acórdão encontram óbices de prequestionamento e eventual revisão demandaria reexame probatório vedado pela Súmula 7 do STJ, devendo, portanto, ser negado provimento ao agravo.
- Parties
- Agravante: Confederação Brasileira de Futebol (CBF); Apelada: Adidas do Brasil Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Final (negado Provimento Ao Agravo)
- Outcome
- Negou provimento ao agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Trade Dress, Concorrência Desleal, Enriquecimento Sem Causa, Prova Pericial, Ônus Da Prova, Omissão E Prequestionamento, Súmula 7 Reexame De Provas
Case Brief
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Parties
Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
Agravante
Adidas do Brasil Ltda.
Apelada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Final (negado Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 Se o acórdão violou dispositivos do CPC indicados pela agravante (omissão no art. 1.022, II, e demais alegações processuais)
- 2 Se era obrigatória a produção de prova pericial em caso de alegada violação de trade dress
- 3 Se a pesquisa de opinião produzida unilateralmente (IBOPE) seria suficiente para provar confusão no consumidor
Ratio Decidendi
O Tribunal de origem enfrentou as questões relevantes, concluiu que a CBF não se desincumbiu do ônus de provar a imitação apta a gerar confusão (não requereu perícia e renunciou a outras provas, tendo apenas produzido pesquisa IBOPE considerada indutiva e unilateral), entendeu que as cores nacionais são de uso livre e que não houve reprodução de símbolos oficiais apta a caracterizar trade dress ou concorrência desleal; além disso, matérias não apreciadas pelo acórdão encontram óbices de prequestionamento e eventual revisão demandaria reexame probatório vedado pela Súmula 7 do STJ, devendo, portanto, ser negado provimento ao agravo.
Court Disposition
Negou provimento ao agravo em recurso especial
Orders
- Intimem-se.
Full Case Text
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