RHC 137803 - DECISAO
O Tribunal conheceu em parte do recurso ordinário em habeas corpus e, nessa parte, negou-lhe provimento, por entender que, embora devesse ser desentranhado o procedimento de busca e apreensão n. 2005.51.01.503930-0 e provas dele derivadas (decisão já proferida pelo STJ), não restou demonstrada, de plano, a inexistência de justa causa para o prosseguimento da ação penal, haja vista a existência de elementos de prova autônomos e independentes (Relatório do ESPEI, dossiê do Banco Central, relatório do COAF e diligências) aptos a lhe conferir suporte probatório mínimo; assim, o trancamento da ação penal não se justificou na via estreita do habeas corpus.
- Parties
- Recorrente/paciente: JOSÉ MARCELO MATOS DE FREITAS; Recorrente/paciente: JULIANA MATOS DE FREITAS; Recorrente/paciente: PEDRO ROBERTO SAMPAIO; Recorrente/paciente: LUCIANO FARIA BEZERRA; Órgão Recorrido: Tribunal Regional Federal da 5ª Região
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 September 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento (decisão De Mérito)
- Outcome
- conheço em parte do recurso ordinário em habeas corpus e, nessa parte, nego-lhe provimento
- Legal Topics
- Trancamento Da Ação Penal, Ilegalidade De Prova, Desentranhamento De Provas, Teoria Dos Frutos Da Árvore Envenenada, Justa Causa, Lavagem De Ativos, Evasão De Divisas, Associação Criminosa
Case Brief
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Parties
JOSÉ MARCELO MATOS DE FREITAS
Recorrente/paciente
JULIANA MATOS DE FREITAS
Recorrente/paciente
PEDRO ROBERTO SAMPAIO
Recorrente/paciente
LUCIANO FARIA BEZERRA
Recorrente/paciente
Tribunal Regional Federal da 5ª Região
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento (decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 Se a denúncia deve ser rejeitada por superveniente falta de justa causa em razão da inadmissibilidade de prova originária declarada ilícita (Operação Monte Éden)
- 2 Se devem ser desentranhadas do processo as provas consideradas derivadas da prova originária ilícita
- 3 Se a diligência de busca e apreensão realizada no Processo n. 2006.81.00.017107-2 é derivada e contaminada pela prova ilícita originária
Ratio Decidendi
O Tribunal conheceu em parte do recurso ordinário em habeas corpus e, nessa parte, negou-lhe provimento, por entender que, embora devesse ser desentranhado o procedimento de busca e apreensão n. 2005.51.01.503930-0 e provas dele derivadas (decisão já proferida pelo STJ), não restou demonstrada, de plano, a inexistência de justa causa para o prosseguimento da ação penal, haja vista a existência de elementos de prova autônomos e independentes (Relatório do ESPEI, dossiê do Banco Central, relatório do COAF e diligências) aptos a lhe conferir suporte probatório mínimo; assim, o trancamento da ação penal não se justificou na via estreita do habeas corpus.
Court Disposition
conheço em parte do recurso ordinário em habeas corpus e, nessa parte, nego-lhe provimento
Orders
- Conheço em parte do recurso ordinário em habeas corpus e, nessa parte, nego-lhe provimento.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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