AREsp 2894889 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial por entender que a decisão do Tribunal de origem, que manteve a transferência da sentenciada para a APAC sem determinar exame criminológico, está em consonância com a jurisprudência do STJ: a transferência é decisão discricionária fundada na conveniência e oportunidade administrativa, não sendo obrigatório o exame criminológico na ausência de indícios concretos de inaptidão; além disso, a aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 seria novatio legis in pejus, e a modificação da decisão exigiria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 7/STJ.
- Parties
- Manifestante/parecente: Ministério Público Federal; Agravante Em Execução Penal: Ministério Público do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão)
- Legal Topics
- Transferência Para APAC, Exame Criminológico, Progressão De Regime, Retroatividade Da Lei N. 14.843/2024, Súmula 7/stj
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Ministério Público Federal
Manifestante/parecente
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Agravante Em Execução Penal
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão)
Legal Issues
- 1 Se a transferência de apenado para APAC constitui direito subjetivo ou ato discricionário da execução penal
- 2 Se é necessária a realização de exame criminológico prévio para transferência à APAC
- 3 Se a exigência do exame criminológico prevista na Lei n. 14.843/2024 pode ser aplicada retroativamente
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial por entender que a decisão do Tribunal de origem, que manteve a transferência da sentenciada para a APAC sem determinar exame criminológico, está em consonância com a jurisprudência do STJ: a transferência é decisão discricionária fundada na conveniência e oportunidade administrativa, não sendo obrigatório o exame criminológico na ausência de indícios concretos de inaptidão; além disso, a aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 seria novatio legis in pejus, e a modificação da decisão exigiria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 7/STJ.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment