AREsp 2587080 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque a matéria decidida pelo tribunal de origem foi fundamentada em normas e princípios constitucionais (transposição e enquadramento previstos no art. 89 do ADCT e nas Emendas Constitucionais relevantes), e, por versar sobre questão constitucional e...
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- Parties
- Agravante: UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial; Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial
- Legal Topics
- Transposição De Servidores (art. 89 Do Adct), Enquadramento E Pagamento De Diferenças Remuneratórias, Regulamentação Por Medida Provisória/lei, Súmula 7/stj, Admissibilidade De Recurso Especial
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Parties
UNIÃO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial; Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial
- 2 momento para verificação da atividade/inatividade do servidor para fins de transposição
- 3 alcance da Emenda Constitucional nº 79/2014 e vedação de pagamento retroativo
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque a matéria decidida pelo tribunal de origem foi fundamentada em normas e princípios constitucionais (transposição e enquadramento previstos no art. 89 do ADCT e nas Emendas Constitucionais relevantes), e, por versar sobre questão constitucional e sobre a regulamentação efetuada no prazo por MP/Lei que veda pagamento retroativo, trata-se de matéria insuscetível de reexame em recurso especial, nos termos da Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial
Orders
- Conheço do agravo em recurso especial
- Não conheço do recurso especial
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, agravo em recurso especial interposto pela UNIÃO contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento na incidência da Súmula 7/STJ (fls. 334-335). Alega a parte agravante que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram devidamente atendidos. Recurso especial fundado no art. 105, III, a, da Constituição Federal, por meio do qual sustenta a parte recorrente a existência de afronta aos arts. 2º e 3º da Lei n. 12.800/2013 e 89 do ADCT. Alega, em síntese, que: .. entendeu o juízo a quo como momento da transposição a vigência da EC 60/09. Por isso, considerando que, à época, a autora tinha 65 anos de idade, concluiu o tribunal pelo provimento do recurso de apelação. No entanto, a análise do preenchimento dos requisitos para a transposição, no caso dos autos, a atividade ou inatividade do servidor, deve se dar no momento da efetiva opção e não na data do requerimento, muito menos, na data da vigência da EC 60/09 (fl. 261). Sustenta, por fim, que: embora figure como servidora ativa junto ao Estado de Rondônia, já contava com mais de 70 (setenta) anos, mesmo antes da publicação da Lei Complementar n. 152, de 03 de dezembro de 2015, que majorou a idade para aposentadoria compulsória dos servidores públicos para 75 (setenta e cinco) anos, vindo a densificar a Emenda Constitucional n. 88, de 07 de maio do mesmo ano (fl. 264). É o relatório. Decido. Atendidos os pressupostos de conhecimento do agravo em recurso especial, passo à analise do recurso especial. Ato contínuo, a irresignação não merece prosperar. Com efeito, assim decidiu o Tribunal de origem acerca da transposição e do preenchimento de seus requisitos: .. a Lei nº 12.800, de 23 de abril de 2013, apenas minudencia as consequências da transposição prevista no art. 89 do ADCT já expendido, dispondo sobre a remuneração dos servidores integrantes do quadro em extinção da administração federal. A Emenda Constitucional nº 79, de 27 de maio de 2014, a seu turno, tão somente operou a convergência de entendimento no âmbito dos ex-Territórios do Amapá, de Roraima e de Rondônia, nada acrescentando em relação aos critérios para a inclusão no aludido reenquadramento. Por oportuno, cumpre registrar que referida Emenda, em seus arts. 4º e 5º: i) estabeleceu o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar de sua publicação (ocorrida em 28/05/2014), para a União regulamentar o enquadramento dos servidores abrangidos pelo art. 89 do ADCT (com redação dada pela EC nº 60/09); ii) concedeu novo prazo para tais servidores formalizarem a opção; iii)dispôs que, no caso de a União não regulamentar o enquadramento referido, o optante teria direito ao pagamento retroativo das diferenças remuneratórias desde a data do encerramento do prazo para a regulamentação mencionada: .. Já o art. 9º da EC 79/2014 vedou expressamente o pagamento, a qualquer título, em virtude das alterações por si promovidas, de remunerações, proventos, pensões ou indenizações referentes a períodos anteriores à data do enquadramento, salvo o disposto no parágrafo único do art. 4º: .. Por sua vez, a União regulamentou o enquadramento dos servidores abrangidos pelo art. 89 do ADCT (com redação dada pela EC nº 60/09) por meio da Medida Provisória nº 660, de 24 de novembro de 2014 (convertida na Lei nº 13.121/2015), que alterou a Lei nº 12.800/2013,suprimindo desta a menção às datas de 1º de março 2014 (para os integrantes da carreira de magistério) e 1º de janeiro de 2014 (para os demais servidores), termos iniciais para o pagamento de remunerações conforme o Plano de Classificação de Cargos do Quadro em Extinção do Ex-Território Federal de Rondônia. Assim, tendo a regulamentação sido feita dentro do prazo de 180 (cento e oitenta) dias previsto no art. 4º da EC n. 79/2014, conclui-se que restou vedado o pagamento de quaisquer diferenças remuneratórias referentes a períodos anteriores à data do enquadramento. (fls. 182-183, grifos nossos) Assim, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz de fundamentos eminentemente constitucionais, matéria insuscetível de ser examinada em sede de recurso especial. Nesse mesmo sentido: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC/2015. INEXISTENTE. PLEITO PELO RECONHECIMENTO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. SÚMULA Nº 7 DO STJ. FUNDAMENTOS EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAIS. VALOR DA INDENIZAÇÃO. MOTIVAÇÃO ADEQUADA. REVISÃO DO MONTANTE. SÚMULA N. 7 DO STJ. JUROS DE MORA. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 54 DO STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO DA DIVERGÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O acórdão recorrido não possui as omissões suscitadas. Ao revés, apresentou, concretamente, os fundamentos que justificaram a sua conclusão. O Julgador não está obrigado a rebater, individualmente, todos os argumentos suscitados pelas partes, sendo suficiente que demonstre, fundamentadamente, as razões do seu convencimento. Ausência de afronta aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015. 2. A Corte de origem concluiu que, dadas as especificidades do caso concreto, o Agravante é parte legítima para figurar no polo passivo da ação. A inversão do julgado encontra óbice na Súmula n. 7 do STJ. 3. O aresto atacado, no tocante à legitimidade passiva está lastreado em fundamento eminentemente constitucional. Nesse contexto, a sua revisão é inviável em recurso especial, que se destina a uniformizar a interpretação do direito federal infraconstitucional. 4. .. . 8. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 2.101.188/MG, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, julgado em 10/6/2024, DJe de 13/6/2024.) Isso posto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Intimem-se. EMENTA