REsp 1910923 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a decisão do tribunal de origem exigiria reexame fático-probatório para alteração da conclusão (vedado pela Súmula n. 7 do STJ) e porque não houve prequestionamento suficiente das matérias alegadamente violadas, além de não ter sido demonstrada devidamente a divergência...
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- Parties
- Apelante: particular; Apelada: União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 December 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Tutela De Urgência, Prequestionamento, Divergência Jurisprudencial, Súmula 7 Do STJ, Honorários Advocatícios
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
particular
Apelante
União
Apelada
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 vedação ao reexame fático-probatório nos termos da Súmula n. 7 do STJ
- 2 ausência de prequestionamento da matéria alegadamente violada
- 3 requisitos para demonstração de divergência jurisprudencial (art. 1.029, §1º, CPC/2015 e art. 255, §§1º e 2º, RISTJ)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a decisão do tribunal de origem exigiria reexame fático-probatório para alteração da conclusão (vedado pela Súmula n. 7 do STJ) e porque não houve prequestionamento suficiente das matérias alegadamente violadas, além de não ter sido demonstrada devidamente a divergência jurisprudencial com a necessária similitude fática; em razão disso aplicou-se o disposto no art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ.
Court Disposition
recurso especial não conhecido
Orders
- Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios, determina-se sua majoração em desfavor da parte recorrente no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já...
- Não conheço do recurso especial.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto contra Acórdão proferido no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO, com o seguinte resumo de ementa: CUIDA-SE DE APELAÇÃO CÍVEL INTERPOSTA PELO PARTICULAR CONTRA SENTENÇA PROFERIDA PELO JUÍZO FEDERAL DA 5 VARA DA SJRN QUE JULGOU IMPROCEDENTE O PEDIDO FORMULADO NA EXORDIAL OBJETIVANDO PROVIMENTO JURISDICIONAL QUE ASSEGURE AO AUTOR EM SEDE DE TUTELA DE URGÊNCIA O IMEDIATO RESTABELECIMENTO DO PAGAMENTO DOS SEUS PROVENTOS NOS VALORES CORRESPONDENTES AO POSTO DE SEGUNDO TENENTE BEM COMO EM SEDE DE JULGAMENTO DE MÉRITO A CONFIRMAÇÃO DO PEDIDO REALIZADO EM SEDE DE TUTELA DE URGÊNCIA A RESTITUIÇÃO DOS VALORES DESCONTADOS EM DOBRO E AINDA QUE A UNIÃO SEJA CONDENADA AO PAGAMENTO DE QUANTIA INDENIZATÓRIA A TÍTULO DE DANOS MORAIS O recurso foi admitido na origem e vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Ressalte-se ainda que a incidência do enunciado n. 7, quanto à interposição pela alínea a, impede o conhecimento da divergência jurisprudencial, diante da patente impossibilidade de similitude fática entre acórdãos. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.044.194/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/10/2017, DJe 27/10/2017. Relativamente às demais alegações de violação, esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Para a caracterização da divergência, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/2015 e do art. 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ, exige-se, além da transcrição de acórdãos tidos por discordantes, a indicação de dispositivo legal supostamente violado, a realização do cotejo analítico do dissídio jurisprudencial invocado, com a necessária demonstração de similitude fática entre o aresto impugnado e os acórdãos paradigmas, assim como a presença de soluções jurídicas diversas para a situação, sendo insuficiente, para tanto, a simples transcrição de ementas, como no caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.235.867/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 17/5/2018, DJe 24/5/2018; AgInt no AREsp 1.109.608/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 13/3/2018, DJe 19/3/2018; REsp 1.717.512/AL, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/4/2018, DJe 23/5/2018. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do Regimento Interno do STJ, não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.