AREsp 2637343 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não conheceu-se do recurso especial porque o pedido do recorrente demandaria o reexame de decisão que deferiu tutela antecipada — matéria sujeita à natureza precária do provimento e à Súmula n. 735 do STF — e implicaria revolvimento de prova, hipótese vedada em recurso especial pela Súmula...
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- Parties
- Agravante: HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA S.A. (HAPVIDA)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Agravo conhecido; recurso especial não conhecido.
- Legal Topics
- Tutela De Urgência, Agravo Em Recurso Especial, Súmula 735 STF, Súmula 7 STJ, Ação Declaratória De Inexigibilidade De Débito, Plano De Saúde Coletivo, Art. 422 Cc/02
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Parties
HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA S.A. (HAPVIDA)
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 cabimento de recurso especial para reexame de decisão que defere ou indefere tutela antecipada
- 2 aplicação da Súmula n. 735 do STF por analogia
- 3 impossibilidade de reexame de matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula n. 7 do STJ)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não conheceu-se do recurso especial porque o pedido do recorrente demandaria o reexame de decisão que deferiu tutela antecipada — matéria sujeita à natureza precária do provimento e à Súmula n. 735 do STF — e implicaria revolvimento de prova, hipótese vedada em recurso especial pela Súmula n. 7 do STJ; aplicaram-se, ainda, art. 1.042, § 5º, do CPC c/c art. 253 do RISTJ para formalizar a decisão.
Court Disposition
Agravo conhecido; recurso especial não conhecido.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA S.A. (HAPVIDA) contra decisão que negou seguimento ao seu apelo nobre. Foi apresentada contraminuta. É o relatório. Decido. O agravo é espécie recursal cabível, foi interposto tempestivamente e com impugnação adequada aos fundamentos da decisão recorrida. CONHEÇO, portanto, o agravo e passo ao exame do recurso especial, que não merece prosperar. Nas razões de seu apelo nobre, interposto com base no art. 105, III, alínea a, da CF, HAPVIDA alegou a violação ao art. 422 do CC/02, ao sustentar que (1) agiu dentro da legalidade e atendimento ao disposto em contrato entre as partes, não havendo a que se falar em abuso de direito ou qualquer irregularidade. Razão pela qual, requer-se a reforma do acórdão que julgou Agravo de Instrumento interposto pela parte autora; e (2) afastar ou modificar as regras de cobertura do contrato provoca consequências gravíssimas para as operadoras e para os próprios usuários (e-STJ, fls. 91/100). Pois bem! Na linha da jurisprudência desta eg. Corte Superior, em regra, não é cabível recurso especial com o objetivo de reexaminar acórdão que defere ou indefere medida liminar ou antecipação de tutela, em virtude da natureza precária do provimento jurisdicional concedido pela origem, e que está sujeito a modificação a qualquer tempo. Incidência, por analogia, da Súmula n. 735 do STF, verbis: não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar. A propósito: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS Nº 7/STJ E Nº 735/STF. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende que não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, haja vista a natureza precária da decisão, a teor do que dispõe a Súmula nº 735/STF. 2. Rever as conclusões do tribunal recorrido demandaria o reexame de matéria fático-probatória, o que é inviável em sede de recurso especial, nos termos da Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 573.120/DF, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, julgado aos 3/2/2015, DJe de 9/2/2015). Além do mais, qualquer outra análise acerca dos requisitos para a tutela liminar, da forma como trazida no apelo nobre, implicaria o reexame da prova, o que é inviável nos termos da Súmula n. 7 do STJ. Nessas condições, com fundamento no art. 1.042, § 5º, do CPC c/c o art. 253 do RISTJ (com a nova redação que lhe foi dada pela emenda nº 22 de 16/3/2016, DJe 18/3/2016), CONHEÇO do agravo para NÃO CONHECER do recurso especial. Inaplicável ao caso a majoração de honorários. Por oportuno, previno as partes de que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, ou 1.026, § 2º, ambos do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TUTELA DE URGÊNCIA. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO. PLANO DE SAÚDE COLETIVO. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE DEFERIU PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO STF. REFORMA DO JULGADO. NECESSIDADE DO REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.