AREsp 2614159 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo em recurso especial porque o Tribunal de origem fundamentou adequadamente a manutenção da decisão que indeferiu a tutela de urgência por ausência dos requisitos autorizadores (probabilidade do direito e perigo da demora) e a pretensão de reexame da decisão liminar implicaria reanálise...
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- Parties
- Agravante: DESKTOP S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Negado Provimento
- Outcome
- nego provimento ao agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Tutela De Urgência, Embargos De Declaração, Súmula 735 STF, Súmula 7 STJ, Reexame De Fatos E Provas
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Parties
DESKTOP S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Cabimento de recurso especial contra decisão que indeferiu tutela de urgência
- 2 Presença dos requisitos da tutela de urgência (probabilidade do direito e perigo de dano)
- 3 Aplicabilidade das Súmulas 735 do STF e 7 do STJ
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo em recurso especial porque o Tribunal de origem fundamentou adequadamente a manutenção da decisão que indeferiu a tutela de urgência por ausência dos requisitos autorizadores (probabilidade do direito e perigo da demora) e a pretensão de reexame da decisão liminar implicaria reanálise de matéria fático-probatória, vedada em recurso especial nos termos da Súmula 7 do STJ, além da inaplicabilidade, em regra, do recurso especial contra decisões precárias conforme a Súmula 735 do STF; não houve omissão capaz de ensejar nulidade.
Court Disposition
nego provimento ao agravo em recurso especial
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Deixo de majorar os honorários recursais nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, em razão da inexistência de prévia fixação na origem.
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DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por DESKTOP S.A. contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento na Súmula n. 735 do STF. Alega a agravante que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram atendidos. O recurso especial, fundado no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, foi interposto contra acórdão prolatado pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO em agravo de instrumento nos autos de ação ordinária. O julgado foi assim ementado (fl. 1.370): AGRAVO DE INSTRUMENTO - Interposição contra decisão que indeferiu tutela antecipada. impossibilidade de se determinar a antecipação dos efeitos da tutela buscada, diante da ausência de elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, nos termos dos artigos 294 e 300 do código de processo civil/2015. Ampla defesa e contraditório indispensáveis, como garantia constitucional. decisão mantida. Agravo de instrumento não provido. Nas razões do recurso especial, a ora agravante aponta violação dos arts. 489, § 1º, III e IV, do CPC, 1.022, II, e 300 do Código de Processo Civil. Afirma que (fls. 1.471-1.472): (i) No tocante à admissibilidade do presente Recurso, tem-se que o v. acórdão recorrido não respeitou o art. 300 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (CPC), que assim preleciona: "Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo." A C. 33ª Câmara de Direito Privado do E. Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que não se encontram presentes os requisitos autorizadores para a concessão da tutela de urgência recursal, para que seja determinada a aplicação do preço de referência estabelecido na Resolução Conjunta nº 004/2014 ao Contrato de Compartilhamento de Infraestrutura de Rede celebrado entre as partes, sob os fundamentos de que: i) a pretensão da Recorrente, ao menos por ora, afigura-se prematura; ii) apenas em análise não exauriente como próprio das tutelas provisórias, no caso, não se revela demonstrada, de pronto, a necessidade aventada, de modo que o valor cobrado não inviabilizou a pactuação e a continuidade do Contrato livremente aderido entre as partes; iii) não se verifica, ainda, urgência capaz de justificar o deferimento da medida, uma vez que inexiste notícia de impossibilidade de pagamento pelo valor pactuado e ajustado; iv) a matéria em debate necessita ser devidamente comprovada em Juízo, conferindo-se o direito ao contraditório e à ampla defesa. (ii) E por ocasião de omitir-se quando do julgado, o v. acórdão acabou também por ferir, na mesma toada, o art. 1.022, inciso II do CPC, in litteris: "Art. 1022 - Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para: I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento;" Isto, porque a C. Câmara Julgadora se omitiu i) à probabilidade do direito, visto que não se manifestou acerca da flagrante ilegalidade da imposição do preço unitário de R$10,21 (dez reais e vinte e um centavos) por ponto de fixação pela Recorrida, e do perigo de dano, evidenciado nos autos diante do imensurável prejuízo à Recorrente, Embargante; (ii) à relativização do pacta sunt servanda; (iii) e aos diversos precedentes favoráveis ao deferimento da tutela de urgência para aplicar o preço de referência ao Contrato de Compartilhamento em questão. Ademais, verifica-se dos autos que o v. acórdão recorrido deu interpretação divergente daquela já consolidada nos tribunais pátrios no tocante aos arts. 300 do CPC. (iii) Além disso, verifica-se que o v. acórdão recorrido, ao negar provimento ao recurso de Agravo de Instrumento interposto pela ora Recorrente, não levou em consideração o que preceitua o art. 489, §1º, incisos III e IV do CPC, senão vejamos: .. Requer o provimento do recurso para que seja deferida a tutela de urgência indeferida. É o relatório. Decido. O recurso não merece prosperar. Afasta-se a alegada ofensa aos arts. 489, § 1º, III e IV, e 1.022, II, do CPC, visto que a Corte de origem examinou e decidiu, de modo claro, objetivo e fundamentado, as questões que delimitam a controvérsia, não ocorrendo nenhum vício que possa nulificar o acórdão recorrido. Esclareça-se que o órgão colegiado não está obrigado a repelir todas as alegações expendidas no recurso, pois basta que se atenha aos pontos relevantes e necessários ao deslinde do litígio e adote fundamentos que se mostrem cabíveis à prolação do julgado, ainda que, relativamente às conclusões, não haja a concordância das partes. A controvérsia diz respeito à concessão de tutela provisória de urgência, onde se pretende a revisão da aplicação de preço de referência (IPCA), atualizado em substituição ao preço atual. O Tribunal de origem, ressalvando a competência para analisar apenas os pressupostos necessários à concessão da tutela de urgência, manteve a decisão liminar que indeferira a tutela por reconhecer que não estavam presentes os requisitos autorizadores. Concluiu que (fls. 1.371-1.372): Com efeito, de acordo com a previsão dos artigos 294 e 300 do Código de Processo Civil/2015, para que o MM. Juízo possa conceder a tutela provisória de urgência, deve haver prova inequívoca do direito invocado, de modo a convencê-lo da verossimilhança da alegação. Necessário também que haja fundado receio de dano irreversível ou de difícil reparação, ou fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou, ainda, o manifesto propósito protelatório do réu. Pela análise dos autos, logo se constata que o caso não reúne de pronto e por si só tais pressupostos. A pretensão do insurgente, ao menos por ora, afigura-se prematura. Não é o caso de se deferir a tutela pleiteada, levando-se em conta tão-somente a versão unilateral apresentada. Sem solução de mérito, e apenas em análise não exauriente como próprio das tutelas provisórias, no caso, não se revela demonstrada, de pronto, a necessidade aventada pela agravante, de modo que o valor cobrado não inviabilizou a pactuação e a continuidade do contrato livremente aderido entre as partes. Não se verifica, ainda, urgência capaz de justificar o deferimento da tutela provisória, uma vez que inexiste notícia de impossibilidade de pagamento pelo valor pactuado e ajustado. Ao contrário, a autora agravante limita-se a pleitear a revisão do preço contratual, afirmando ser superior às empresas concorrentes de telecomunicação, o que é insuficiente à intervenção da relação jurídica, ao menos liminarmente, e, consequentemente, à concessão da medida na extensão pleiteada. Em resumo, os documentos juntados e os fatos narrados não são suficientes para comprovar a verossimilhança das alegações, no sentido aventado pela agravante. A matéria em debate necessita ser devidamente comprovada em Juízo, conferindo-se à agravada o direito ao contraditório e à ampla defesa. Não se ignora que a antecipação dos efeitos da tutela pode ocorrer excepcionalmente sem a oitiva da parte contrária (inaudita altera pars) ou seja, com contraditório diferido no tempo, em determinados casos, contudo, para a situação tratada, vê-se que não há presença dos requisitos exigidos, notadamente a probabilidade do direito, em que pesem as alegações no sentido da demonstração do risco de dano e do perigo da demora. Em razão da natureza precária da decisão que defere ou indefere liminar ou daquela que julga procedente a antecipação da tutela, é inadequada a interposição de recurso especial que tenha por objetivo rediscutir a correção das referidas decisões, por não se tratar de pronunciamento definitivo do tribunal de origem. Em suma, é incabível a interposição de recurso especial para reexaminar decisão precária que trate de violação de norma que diga respeito ao mérito da causa, que ainda será definitivamente decidido. Dessa forma, constata-se que, em razão da natureza instável da decisão, a qual pode ser ou não confirmada em julgado definitivo, mostra-se correta a aplicação, por analogia, da Súmula n. 735 do STF ao caso. A propósito, vejam-se os seguintes precedentes: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE DEFERIU A TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 7 DO STJ E DA SÚMULA Nº 735 DO STF. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Aplica-se o NCPC a este recurso ante os termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que à luz do disposto no enunciado da Súmula nº 735 do STF, via de regra, não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, em razão da natureza precária da decisão, sujeita à modificação a qualquer tempo, devendo ser confirmada ou revogada pela sentença de mérito. 3. O Tribunal de Justiça firmou que não estão presentes os requisitos para o deferimento da tutela antecipada, quais sejam, a fumaça do bom direito e o perigo da demora. Essas ponderações foram fundadas na apreciação de fatos, atraindo a incidência da Súmula nº 7 do STJ. 4. Não sendo a linha argumentativa apresentada capaz de evidenciar a inadequação dos fundamentos invocados pela decisão agravada, o presente agravo não se revela apto a alterar o conteúdo do julgado impugnado, devendo ele ser integralmente mantido em seus próprios termos. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp n. 1.998.824/MG, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 26/9/2022, DJe de 28/9/2022.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. TÍTULO EXTRAJUDICIAL. CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA. JUÍZO ARBITRAL. INCOMPETÊNCIA. LEGITIMIDADE. REEXAME. SÚMULA N. 7/STJ. TUTELA DE URGÊNCIA. SÚMULAS N. 7/STJ E 735/STF. NÃO PROVIMENTO. 1. Mesmo em contrato que preveja a arbitragem, é possível a execução judicial de confissão de dívida certa, líquida e exigível que constitua título executivo nos termos do art. 585, inciso II, do Código de Processo Civil, haja vista que o juízo arbitral é desprovido de poderes coercitivos. Precedente do STJ.(REsp n. 1.373.710/MG, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 7/4/2015, DJe de 27/4/2015.) 2. Não cabe, em recurso especial, reexaminar matéria fático-probatória (Súmula n. 7/STJ). 3. A jurisprudência desta Corte, à luz do disposto no enunciado da Súmula 735 do STF, entende que, via de regra, não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, em razão da natureza precária da decisão, sujeita à modificação a qualquer tempo. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.887.163/RJ, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 26/9/2022, DJe de 30/9/2022.) Ademais, conforme já relatado, o Tribunal de origem, ao analisar os elementos fáticos dos autos, concluiu pela manutenção da decisão agravada por não considerar presentes os requisitos para concessão da tutela. Nesse contexto, rever as conclusões do acórdão impugnado demandaria, necessariamente, reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula n. 7 do STJ. Nessa linha: AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEFERIMENTO DE MEDIDA CAUTELAR DE ARRESTO DE BEM IMÓVEL.INDÍCIO DE GRUPO ECONÔMICO. REEXAME DAS CONCLUSÕES DO TRIBUNAL DE ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. SÚMULA 735 DO STF. ART. 50 DO CC.DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. REQUISITOS NÃO ANALISADOS.DEFICIÊNCIA DA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. DECISÃO MANTIDA. RECURSONÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte, à luz do disposto no enunciado da Súmula735 do STF, entende que, via de regra, não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, em razão da natureza precária da decisão, sujeita à modificação a qualquer tempo, presente o mesmo raciocínio na postergação da análise da medida quando entendida conveniente a dilação probatória prévia. Apenas violação direta ao dispositivo legal que disciplina o deferimento da medida autorizaria o cabimento do recurso especial, no qual não é possível decidir a respeito da interpretação dos preceitos legais que dizem respeito ao mérito da causa. Precedente. 2. A verificação do preenchimento ou não dos requisitos necessários para o deferimento da medida acautelatória, no caso em apreço, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, inviável em sede de recurso especial, a teor do enunciado 7 da Súmula do STJ. 3. Não se conhece do recurso especial quando a deficiência de sua fundamentação impedir a exata compreensão da controvérsia. Súmula 284 do STF. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.826.601/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 11/4/2022, DJe de 18/4/2022.) AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SEGURO HABITACIONAL. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. REQUISITOS CONFIGURADOS. REVISÃO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO PROVIDO PARA CONHECER DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Agravo interno contra decisão da Presidência que não conheceu do agravo em recurso especial, por ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do apelo nobre. Reconsideração. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, em consonância com o entendimento firmado pelo eg. Supremo Tribunal Federal na Súmula 735, consolidou-se no sentido de ser incabível, em princípio, recurso especial contra acórdão que decide sobre pedido de antecipação de tutela, admitindo-se, tão somente, discutir eventual ofensa aos próprios dispositivos legais que disciplinam o tema (art. 300 do CPC/2015, correspondente ao art. 273 do CPC/1973), e não violação à norma que diga respeito ao mérito da causa. Precedentes. 3. No caso, o Tribunal de origem, com base nos elementos fáticos e probatórios dos autos, concluiu pela presença dos requisitos autorizadores da tutela cautelar. A alteração da conclusão a que chegou a instância ordinária demanda o reexame do acervo fático-probatório dos autos, inviável em sede de recurso especial. 4. Na hipótese vertente, os embargos de declaração foram opostos com o intuito de questionar matéria considerada não apreciada pela parte recorrente. Tal o desiderato dos embargos, não há motivo para inquiná-los de protelatórios; daí que, em conformidade com a Súmula nº 98 do Superior Tribunal de Justiça, deve ser afastada a multa aplicada pelo Tribunal local. 5. Agravo interno provido para reconsiderar a decisão agravada e, em novo julgamento, conhecer do agravo para dar parcial provimento ao recurso especial, apenas para afastar a multa por embargos protelatórios. (AgInt nos EDcl no AREsp n. 1.558.047/SC, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 26/8/2022.) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. ACÓRDÃO QUE DEFERE MEDIDA LIMINAR. RECURSO ESPECIAL. INCABÍVEL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. FUNDAMENTO DO ACÓRDÃO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. NÃO INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO LEGAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. 1. Ação cautelar de reintegração de posse, ajuizada pelos agravados, em face das agravantes. 2. Inteligência da Súmula 735 do STF: "Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar". Precedentes. 3. O reexame de fatos e provas em recurso especial é inadmissível. 4. A existência de fundamento do acórdão recorrido não impugnado, quando suficiente para a manutenção de suas conclusões, impede a apreciação do recurso especial. 5. Não se conhece do recurso especial quando ausente a indicação expressa do dispositivo legal a que se teria dado interpretação divergente. 6. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.919.487/MT, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 22/11/2021, DJe de 25/11/2021.) Ante o exposto, nego provimento ao agravo em recurso especial. Deixo de majorar os honorários recursais nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, em razão da inexistência de prévia fixação na origem. Publique-se. Intimem-se. EMENTA