AREsp 2528867 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal a quo corretamente verificou ausência dos requisitos autorizadores da tutela provisória (tutela de evidência e tutela de urgência): as alegações não se comprovam apenas documentalmente, a medida implicaria pagamento imediato contra a Fazenda Pública e esgotaria o...
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- Parties
- Agravante: Marcia Aparecida de Sousa Figueiredo; Agravado: Município de Formosa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento / Decisão Agravo Não Provido
- Outcome
- nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Tutela Provisória, Tutela De Evidência, Reexame De Provas, Súmula 7/stj, Piso Salarial Do Magistério
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Parties
Marcia Aparecida de Sousa Figueiredo
Agravante
Município de Formosa
Agravado
Procedural Posture
Agravo De Instrumento / Decisão Agravo Não Provido
Legal Issues
- 1 admissibilidade de recurso especial contra decisão interlocutória
- 2 requisitos para concessão de tutela de evidência (art. 311 CPC)
- 3 caráter alimentar e vedação de antecipação de pagamento contra a Fazenda Pública (Lei 8.437/1992 e Lei 9.494/1994)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal a quo corretamente verificou ausência dos requisitos autorizadores da tutela provisória (tutela de evidência e tutela de urgência): as alegações não se comprovam apenas documentalmente, a medida implicaria pagamento imediato contra a Fazenda Pública e esgotaria o objeto da ação (vedado pela Lei 8.437/1992), existe risco de irreversibilidade e a modificação da decisão exigiria reexame do acervo fático-probatório, vedado em recurso especial por força da Súmula 7/STJ (e da orientação da Súmula 735/STF).
Court Disposition
nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Marcia Aparecida de Sousa Figueiredo contra decisão que não admitiu recurso especial, este interposto com fundamento no art. 105, III, a e c, da CF, desafiando acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Goiás, assim ementado (fl. 1.294 EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE FAZER. AGRAVO INTERNO PREJUDICADO. RECURSO SECUNDUM EVENTUM LITIS. REVISÃO DE REMUNERAÇÃO. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO. TUTELA DE EVIDÊNCIA. TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA. REQUISITOS AUSENTES. 1.Estando o recurso de agravo de instrumento apto a receber julgamento resta prejudicada a apreciação do agravo interno da decisão que concedeu efeito suspensivo ao recurso. 2.O agravo de instrumento é um recurso secundum eventum litis, cabendo ao órgão revisor analisar o acerto ou o desacerto da decisão objurgada, vedado o pronunciamento acerca de matéria que não foi objeto do decisum, sob pena de supressão de instância. 3.Imperativo o indeferimento da tutela de evidência, visando a imediata implementação do piso salarial nacional dos profissionais da rede pública de ensino, face a ausência dos requisitos legais previstos no artigo 311, incisos II e III, do Código de Processo Civil, máxime porque esgota o mérito recursal e onera o ente municipal, em virtude de decisão de cunho provisório, dotada de risco de irreversibilidade (artigo 1º, § 3º, da Lei n. 8.437/1992). AGRAVO INTERNO PREJUDICADO. AGRAVO DE INSTRUMENTO CONHECIDO E DESPROVIDO. DECISÃO MANTIDA. Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados (fls. 1.402/1.413). Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta, além de dissídio jurisprudencial, violação aos arts. Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta, além de divergência jurisprudencial, violação aos arts. 1º, 3º caput, 16, 311 II, IV, parágrafo único, 371, 373 I, 489 II, § 1º, IV, VI, 490, 492, 494 II, 497, 502, 926, 927 I, II, III, IV, 932 V, a, b, 987 § 2º, 1.022 II, parágrafo único, I, II, 1.030 II, 1.039, 1.040 II do CPC/15; 215, 225 da Lei Federal 10.406/2002; 5º, 6º da Lei Federal 11.738/2008; 28, parágrafo único, da Lei 9.868/99; 2º e 4º da Lei Federal 11.417/06; e 6º, §§ 1º e 2º do Decreto-Lei 4.657/42. Sustenta, além de negativa de prestação jurisdicional, que restou provado o preenchimento do requisitos para deferimento da tutela de urgência, pleiteando "o imediato pagamento do seu direito adquirido da aposentadoria de recebimento do seu salário base por Nível 2, por 40 horas, Referência A-11, no valor de R$ 7.501,98, diante do piso nacional de 2022 estabelecido no (evento 1 - Doc. 9)." (1.474) É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. A irresignação não comporta acolhida. Verifica-se, inicialmente, não ter ocorrido ofensa aos arts. 489, § 1º, e 1.022, II, do CPC, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas e apreciou integralmente a controvérsia posta nos autos; não se pode, ademais, confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional. Ademais, cumpre observar que, em regra, não é cabível recurso especial para reexaminar os fundamentos utilizados pelas instâncias de origem para deferir ou indeferir medidas liminares ou antecipações de tutela. Leia-se, a propósito, a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CAUTELAR AJUIZADA PARA SUBIDA IMEDIATA DE RECURSO ESPECIAL RETIDO COM BASE NO ART. 542, § 3º, DO CPC/1973. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. REMOÇÃO DOS MORADORES DE ÁREA DE EMERGÊNCIA. RISCO DE DESABAMENTO. MORRO DO CAVALÃO. NECESSIDADE. REALIZAÇÃO DE OBRAS DE CONTENÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO DOS REQUISITOS DA TUTELA ANTECIPADA. SÚMULA 735/STF. REEXAME DE PROVAS. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. 1. Conforme consta da petição inicial " O MM. Juízo de 1º grau determinou, em caráter liminar, que o ora recorrente efetuasse o remanejamento/remoção dos moradores de áreas de risco, com o pagamento da respectiva assistência social à estes, o reassentamento destes moradores, bem como a realização de obra de micro e macro drenagem e de projetos de obras de contenção na comunidade do Morro do Cavalão, principalmente na Travessa Maria Custódia, acima da Rua Joaquim Távora, sob pena de multa diária". 2. Nos termos do art. 542, § 3º, do CPC/1973, o Recurso Especial interposto contra decisão interlocutória em processo de conhecimento, cautelar ou Embargos à Execução permanecerá retido nos autos e somente será processado se reiterado no prazo para as contrarrazões ou para a interposição do recurso contra a decisão final. 3. A norma guarda coerência com o sistema da Constituição. Da expressão "em única ou última instância" contida no inciso III do art. 105 da Constituição já se extrai a conclusão de que, em regra, não pode ser cabível processamento imediato de Recurso Especial contra decisão interlocutória, pois, por sua própria natureza, as decisões interlocutórias não terão sido realmente decididas em única ou última instância até que se esgotem todos os recursos cabíveis dentro do Tribunal Regional Federal ou Tribunal de Justiça. 4. "A jurisprudência desta Corte Superior admite, excepcionalmente, o processamento do recurso sujeito, em princípio, à retenção, nas hipóteses em que a decisão impugnada, apesar de interlocutória, se revele capaz de ocasionar danos irreparáveis ou de difícil reparação à parte, uma vez que nestas situações a retenção do recurso enseja a inutilidade do provimento jurisdicional ante a perda de objeto do especial" (AgRg na MC 16.081/BA, Rel. Ministro Vasco Della Giustina, Desembargador convocado do TJ/RS, DJe 3/11/2009). 5. A simples alegação de inexistência de recursos e de previsão orçamentária para a realização de importantes obras de infraestrutura não serve para proteger o administrador incompetente e omisso. 6. A Administração Pública possui o dever/poder de zelar pelo interesse público, principalmente quando está em risco o direito do cidadão à dignidade e à moradia. 7. Ademais, a verificação de que o Município recorrente realizou e vem realizando diversas obras em áreas de risco em várias localidades da cidade encontra óbice na Súmula 7 do STJ. 8. A orientação jurisprudencial do STJ é pacífica no sentido de que não é cabível Recurso Especial para reexaminar questões relativas à verificação dos requisitos para a antecipação dos efeitos da tutela ou apreciação de medida liminar, em decorrência da sua natureza precária, sujeita à modificação a qualquer tempo, devendo ser confirmada ou revogada pela sentença de mérito. Incidência da Súmula 735/STF. 9. Ação Cautelar improcedente. (MC 20820/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 22/11/2016, DJe 30/11/2016) No caso, o Tribunal a quo negou a tutela provisória com base nas seguintes razões (fls. 1.298/1.302): A agravante aduz em suas razões que é servidora pública ocupante do cargo de professora, todavia, o agravado não está respeitando o pagamento adequado do piso nacional da categoria, apesar das decisões vinculantes proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça. Pois bem. De acordo com o disposto no artigo 311 do Código de Processo Civil, a concessão da tutela de evidência deve ser precedida do contraditório, admitindo-se o deferimento liminar nas hipóteses em que as alegações de ato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante, ou se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito: (..) Na espécie, a agravante afirma que, enquanto professora efetiva do Município de Formosa, faz jus ao reajuste do seu vencimento-base, supostamente não implementado pelo ente municipal agravado, em ofensa ao disposto na Lei nº 11.378/2008, que criou o piso nacional do magistério. Para conceder tutela de evidência à recorrente, todavia, deveria estar presente uma das hipóteses previstas nos incisos II ou III da norma retrotranscrita, o que não aconteceu na espécie. Embora exista suposta tese firmada em julgamento de casos repetitivos sobre o tema (REsp 1.426.210/RS), as alegações trazidas pela parte não podem ser comprovadas apenas documentalmente (requisitos cumulativos), sendo necessário aguardar a devida instrução na origem. Forte nessas razões, o cerne da discussão deve limitar-se à verificação da presença dos requisitos legais exigidos para a concessão da tutela provisória de urgência, nos termos do artigo 300 do Código de Processo Civil, quais sejam, a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Em cognição inicial, não se antevê elemento capaz de autorizar o juízo de probabilidade do direito. Além da necessidade do estabelecimento do contraditório e instrução probatória para verificação do atendimento ao piso salarial do magistério (frente a carga horária cumprida pela servidora municipal agravante, nos termos da Lei nº 11.738/2008), necessário observar o disposto nos artigos 1º e 2º da Lei nº 9.494/1994 (que disciplina a aplicação da tutela antecipada contra a Fazenda Pública), os quais vedam a antecipação de tutela que tenha por escopo determinar a implementação de vantagens pecuniárias. O artigo 1º, §3º, da Lei nº 8.437/1992 (que dispõe sobre a concessão de medidas cautelares contra atos do poder público), ademais, estabelece que não será possível o deferimento de tutelas liminares contra a Fazenda Pública, que esgotem, no todo ou em qualquer parte, o objeto da ação. A propósito, o Superior Tribunal de Justiça entende que a relativização do mencionado dispositivo somente é possível quando a tutela de urgência visa "resguarda bem maior", que o da outra parte, vide: (..) No mesmo sentido, o artigo 1.059, do Código de Processo Civil, prevê: "A tutela provisória requerida contra a Fazenda Pública aplica-se o disposto nos arts. 1º a 4º da Lei nº 8.437, de 30 de junho de 1992, e no art. 7º, §2º, da Lei nº 12.016, de 7 de agosto de 2009.". Não de se falar, por conseguinte, em concessão de provimento liminar à parte autora/agravante para determinar a implementação imediata do piso salarial nacional dos profissionais do magistério municipal, referente ao ano em espeque, pois a medida, além de envolver pagamento, esgotaria em parte o objeto da ação originária (medida satisfativa), o que é expressamente vedado. Nesse contexto, entre o direito dos professores de receberem a diferença/correção dos vencimentos do piso salarial e o do Município recorrido de se preparar para tal pagamento, em caso de procedência da demanda, o segundo posicionamento revela-se mais adequado neste momento. Evidente o risco da irreversibilidade da providência acaso deferida liminarmente, pois se a pretensão da exordial for julgada improcedente, haverá notória dificuldade em rever a verba, ante o seu caráter alimentar. Em suma, a medida liminar almejada pela agravante perante o juízo singular, consubstanciada na imediata implementação do piso salarial nacional dos profissionais da rede pública de ensino, encontra óbice no ordenamento jurídico, pois: (i) trata-se de medida irreversível, nos termos do artigo 300, §3º, do Código de Processo Civil; e (ii) esgota no todo ou em parte o objeto da ação, nos moldes do artigo 1º, §3º, da Lei Federal nº 8.437/1992. Nesse diapasão hermenêutico, eis os precedentes jurisprudenciais deste Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás: (..) Desse modo, impõe-se a rejeição da tese da agravante de que " é flagrantemente inconstitucional a aplicação do art. 1º, §3º da Lei nº 8.437/92 pela decisão agravada, conforme a eficácia imediata da tese jurídica da decisão vinculante da ADI 4848 do STF é medida jurídica de cristalina justiça que seja deferida de plano ao teor do mérito jurídico dos artigos 311, II, parágrafo único, 497, parágrafo único, 1.019, I, do CPC/15 a tutela liminar de evidência ou da tutela liminar específica, por estar provado os seus requisitos.". Acrescenta-se que, na hipótese de eventual procedência do pleito autoral, a agravante receberá a verba vindicada de forma retroativa, o que afasta o perigo da demora. Nesse contexto, a Corte de origem concluiu que não estão presentes os requisitos autorizadores para a concessão da medida liminar, sendo que a alteração das conclusões adotadas, tal como colocada a questão nas razões recursais, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. No mesmo sentido, confiram-se: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MEDIDA LIMINAR. REQUISITOS. REAVALIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. SÚMULA N. 735/STF. DECISÃO MANTIDA. 1. O recurso especial não comporta exame de questões que impliquem incursão no contexto fático-probatório dos autos, a teor do que dispõe a Súmula n. 7 do STJ. 2. O Tribunal de origem, com base nos elementos de prova dos autos, concluiu pela ausência dos requisitos autorizadores da suspensão da liminar que deferiu a imissão da agravada na posse do imóvel. Alterar esse entendimento demandaria reexame do conjunto fático-probatório, vedado em recurso especial. 3. A jurisprudência do STJ não admite a interposição de recurso especial que tenha por objetivo discutir a correção de acórdão que nega ou defere medida liminar ou antecipação de tutela, por não se tratar de decisão em única ou última instância. Incide, analogicamente, o enunciado n. 735 da Súmula do STF. Precedentes. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1192819/AM, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 03/04/2018, DJe 16/04/2018) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. REEXAME DE PROVAS. ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA. REQUISITOS AUTORIZADORES.REEXAME. SÚMULA Nº 7/STJ. PERDA DE OBJETO. PRETENSÃO PREJUDICADA. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e3/STJ). 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende não ser cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar em pedido de antecipação de tutela, nos casos em que haja necessidade de revisão das premissas de fato adotadas pelas instâncias ordinárias, como no caso, em virtude da incidência da Súmula nº 7/STJ. Precedentes. 3. A prolação de sentença no feito principal torna prejudicado o agravo de instrumento contra o deferimento de antecipação de tutela e, consequentemente, do recurso especial posteriormente interposto. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1141274/DF, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 12/12/2017, DJe 02/02/2018) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. IPVA. SEGURO OBRIGATÓRIO E TAXA DE LICENCIAMENTO. ALIENAÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO DE TRÂNSITO POSTERIORMENTE À OCORRÊNCIA DOS FATOS GERADORES. ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA. ANÁLISE DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 735/STF E 7/STJ. 1. A Corte regional, soberana na análise das circunstâncias fáticas e probatórias da causa, concluiu que, em cognição sumária, a cobrança dirigida contra o responsável tributário, no caso dos autos, é legítima. 2. O STJ possui o entendimento de ser incabível, via de regra, Recurso Especial que postula o reexame do deferimento ou indeferimento de medida acautelatória ou antecipatória, ante a natureza precária e provisória do juízo de mérito desenvolvido em liminar ou tutela antecipada, cuja reversão, a qualquer tempo, é possível no âmbito da jurisdição ordinária,o que configura ausência do pressuposto constitucional relativo ao esgotamento de instância, imprescindível ao trânsito da insurgência extraordinária. Aplicação analógica da Súmula 735/STF ("Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar"). 3. Consigne-se, ademais, que a análise do preenchimento dos requisitos autorizadores da concessão da medida liminar reclama a reapreciação do contexto fático-probatório dos autos, providência inviável em Recurso Especial, ante o óbice da Súmula 7/STJ. 4. Recurso Especial não conhecido. (REsp 1706944/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 12/12/2017, DJe 19/12/2017) ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo. Publique-se. EMENTA