REsp 2233305 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido se apoiou em fundamento constitucional, matéria não examinável em recurso especial, e porque, para acolher as alegadas violações à Lei n. 9.985/2000 e à LINDB em sentido diverso do aresto recorrido, seria necessário reexame de elementos fático-probatórios, impedido pela Súmula n. 7/STJ; além disso, firmou-se o entendimento de que a criação de unidade de conservação por ato normativo produz efeitos imediatos e que a desapropriação e indenização podem ocorrer posteriormente, de modo que a decisão que reconheceu a ilegitimidade de licenças posteriores e determinou desocupação/demolição deve ser mantida.
- Parties
- Agravante: FIORI EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA; Autor: MINISTÉRIO PÚBLICO DE SANTA CATARINA (MPSC); Réu: MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS; Réu: INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE DE SANTA CATARINA (IMA)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma (sessão Virtual De 16/04/2026 a 22/04/2026)
- Outcome
- Agravo interno improvido; negar provimento ao recurso
- Legal Topics
- Unidade De Conservação, Desapropriação Indireta, Licenças E Autorizações Ambientais, Reexame De Matéria Fático Probatória, Efeitos Imediatos Da Criação De Unidade De Conservação, Irretroatividade, Teoria Do Fato Consumado
Case Brief
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Parties
FIORI EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO DE SANTA CATARINA (MPSC)
Autor
MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS
Réu
INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE DE SANTA CATARINA (IMA)
Réu
Procedural Posture
Agravo Interno Em Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma (sessão Virtual De 16/04/2026 a 22/04/2026)
Legal Issues
- 1 impossibilidade de análise de matéria constitucional em recurso especial
- 2 incidência da Súmula n. 7/STJ vedando reexame de provas e fatos no recurso especial
- 3 efeitos jurídicos imediatos da criação de unidade de conservação por ato normativo
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido se apoiou em fundamento constitucional, matéria não examinável em recurso especial, e porque, para acolher as alegadas violações à Lei n. 9.985/2000 e à LINDB em sentido diverso do aresto recorrido, seria necessário reexame de elementos fático-probatórios, impedido pela Súmula n. 7/STJ; além disso, firmou-se o entendimento de que a criação de unidade de conservação por ato normativo produz efeitos imediatos e que a desapropriação e indenização podem ocorrer posteriormente, de modo que a decisão que reconheceu a ilegitimidade de licenças posteriores e determinou desocupação/demolição deve ser mantida.
Court Disposition
Agravo interno improvido; negar provimento ao recurso
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter o acórdão recorrido que, na sua extensão, reconheceu a ilegitimidade de autorizações e licenças emitidas após a criação da unidade de conservação e determinou, quanto ao caso concreto, a desocupação e demolição das edificações na área protegida, nos termos decididos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Full Case Text
Judgment text and source record
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